quarta-feira, 25 de setembro de 2013

DEMOCRACIA E PARCERIA

por Luiz Inácio Lula da Silva

São gravíssimos os atos de espionagem praticados pela NSA – a Agência Nacional de Segurança dos EUA – contra os Chefes de Estado do Brasil e do México. Nada, absolutamente nada pode justificar a interceptação de telefonemas e a invasão da correspondência reservada dos Presidentes da República de países amigos, ferindo a sua soberania e desrespeitando os princípios mais elementares da legalidade internacional. E é mais grave ainda que importantes autoridades norte-americanas tenham querido legitimar tal agressão com o argumento de que os EUA estariam “protegendo” os interesses dos nossos países.

À medida que a verdade dos fatos vai sendo revelada, fica evidente que, no caso brasileiro, além da Presidente Dilma Rousseff, a Petrobrás, nossa empresa petrolífera, também foi espionada pela NSA, o que desmente as alegadas – e já por si inaceitáveis – razões de segurança.

A inadmissível ingerência nos assuntos internos do Brasil e as falsas razões alegadas provocaram a indignação da sociedade e do governo brasileiros. A Presidente Dilma Rousseff já questionou diretamente o Presidente Barack Obama sobre o problema e aguarda uma resposta convincente, à altura de sua gravidade.

O governo brasileiro está tratando o caso com a maturidade e o sentido de responsabilidade que caracterizam a Presidente Dilma Rousseff e a nossa diplomacia – mas é impossível subestimar o impacto que ele pode ter, se não for adequadamente resolvido, para as relações Brasil-EUA.

Basta imaginar o escândalo e a comoção que aconteceriam nos Estados Unidos se algum país amigo interceptasse ilegalmente, sob qualquer pretexto, os telefonemas e a correspondência reservada de seu Presidente.

O que leva um país como os EUA, tão justamente ciosos de sua democracia e de sua legalidade internas, a afrontarem a democracia e a legalidade dos outros? O que faz pensar às autoridades norte-americanas que elas podem e principalmente devem agir de modo tão insensato contra um país amigo? O que as faz acreditar que não existe nenhum inconveniente moral ou político em desrespeitar o Chefe de Estado, as instituições e as empresas do Brasil ou de qualquer outro país democrático?

E o mais inexplicável é que essa flagrante ofensa à soberania e à democracia brasileiras acontece num contexto de excelentes relações bilaterais. O Brasil, historicamente, sempre valorizou as suas relações com os Estados Unidos. Nos últimos dez anos, trabalhamos ativamente, e com bons resultados, para ampliar ainda mais a interação econômica e política do Brasil com os EUA. Mantivemos ótimo diálogo institucional e pessoal com os seus governantes. Apostamos em uma parceria de fato estratégica entre os dois países, baseada em interesses comuns, sem prejuízo do nosso esforço pela integração da América Latina e de um maior intercambio com a África, a Europa e a Ásia.

Para isso, não hesitamos em enfrentar a desconfiança e o ceticismo de amplos setores da opinião pública brasileira, ainda traumatizados pela participação direta do governo norte-americano no golpe de Estado de 1964 e o seu permanente apoio à ditadura militar (como, de resto, a outras ditaduras militares do continente). Nunca duvidamos de que aprofundar o diálogo e fortalecer os laços econômicos e diplomáticos com os Estados Unidos fosse a melhor maneira de ajudá-los a superarem aquela página sombria das relações interamericanas, e a sua política de ingerência autoritária e antipopular na região.

No episódio atual, se ambos os países querem preservar o muito que as nossas relações bilaterais avançaram nas décadas recentes, cabe uma explicação crível e o necessário pedido de desculpas dos EUA. Mais do que isso: impõe-se a sua decidida mudança de atitude, pondo fim a tais práticas abusivas.

Os EUA devem compreender que a desejável parceria estratégica entre os dois países não pode assentar-se na atitude conspirativa de uma das partes. Condutas ilegais e desrespeitosas certamente não contribuem para construir uma confiança duradoura entre os nossos povos e os nossos governos.

Um episódio como esse, por outro lado, demonstra o esgotamento da atual governança mundial, cujas instituições, regras e decisões são frequentemente atropeladas por países que muitas vezes confundem seus interesses particulares com os interesses de toda a comunidade internacional. Demonstra que é mais urgente do que nunca superar o unilateralismo, seja ele dos EUA ou de qualquer outro país, e criar verdadeiras instituições multilaterais, capazes de conduzir o planeta com base nos preceitos do Direito Internacional e não na lei dos mais fortes.

O mundo de hoje, como ninguém ignora, é muito diferente daquele que emergiu da 2ª Guerra Mundial. Além da descolonização africana e asiática, diversos países do sul se modernizaram e industrializaram, conquistando importantes progressos sociais, culturais e tecnológicos. Com isso, adquiriam um peso muito superior no cenário mundial. Hoje, os países que não fazem parte do G-8 representam nada menos que 70% da população e 60% da economia do mundo. Mas a ordem política global continua tão monopolizada e restritiva quanto no inicio da guerra fria. A maioria dos países do mundo está excluída dos verdadeiros espaços de decisão. É injustificável, por exemplo, que a África e a América Latina não tenham nenhum membro permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ou que a Índia esteja fora dele. A governança global precisa refletir o mundo contemporâneo. O Conselho de Segurança só será plenamente legítimo e democrático – e acatado por todos – quando as várias regiões do mundo participarem dele, e os seus membros não defenderem apenas os próprios interesses geopolíticos e econômicos, mas representarem efetivamente o anseio de todos os povos pela paz, a democracia e o desenvolvimento.

Esse episódio e outros semelhantes apontam também para uma questão crucial: a necessidade de uma governança democrática para a internet, de modo que ela seja cada vez mais um terreno de liberdade, criatividade e cooperação – e não de espionagem.


Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente do Brasil

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Mensalão AP 470, STF, Julgamento Medieval






sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Baía do Guajará - em Belém do Pará

A baía do Guajará, banha diversas cidades do estado brasileiro do Pará, inclusive sua capital, Belém. Foi formada pelo encontro da foz do rio Guamá com a foz do rio Acará.

Amazon Web – Fórum de Comunicação Digital da Amazônia

Representando o Blog da Dilma juntei-me ao ativismo digital paraense e brasileiro, com blogueiros, militantes do movimento social, comunicadores populares, radialistas, estudantes e professores, nos dias 01 e 02 de Setembro no Primeiro Fórum de Ativistas Digitais do Pará (AmazonWeb) que aconteceu em Belém no Hotel Gold Mar, contribuindo para o debate sobre internet livre, comunicação digital e acesso à informação.
O evento foi realizado pelo SUCESU - Pará (Sociedade de Usuários de Informática e Telecomunicação) com o apoio da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e patrocinado pelo CGI - Comitê Gestor da Internet.
Diógenes Brandão – carinhosamente chamado de Jimmy – juntamente com Vera Paoloni, se esmeraram na organização do evento, juntamente com várias entidades e movimentos da sociedade civil.

Debates sobre a comunicação na Amazônia, redes sociais, Democratização da Comunicação no Brasil e os avanços da web e governança, permearam o evento através de desconferências, oficinas e rodas de conversa.
As desconferências tiveram como temas: Blogosfera e Ativismo nas Redes Sociais; O Software Livre é simples, melhor e mais barato ; Mídia Ninja: Comunicação em Rede; Os Movimentos Sociais e a luta pela contrainformação.
Conceição Oliveira (BlogMariaFrô), Diógenes Brandão (As Falas da Pólis); Sergio Bertoni (Blogosfero), Antonio Carlos Melo da Silva (ASL-PA); Rafael Vilela (Pira) do Fora do Eixo, Vera Paoloni/CUT e CTB/Jose Marcos (Marcão) foram facilitadores dessas desconferências
Duas oficinas foram realizadas: “Construa seu próprio Blog e suas redes sociais” com Tatiane Pires e “Produção de revistas e mídias digitais” com Carlos Pará (PZZ) e Rosinaldo Pinheiro (Turma do Açaí).
As rodas de conversa tiveram a participação dos jornalistas Dimas Roque(BA) e Lidyane Ponciano (MG), do Coletivo Casa Preta e Mocambos, Coletivo Fora do Eixo, Alex Capuano (CUT Nacional) e Michael Rosa/MG.
Os temas foram: Liberdade de Expressão, os Meios de Comunicação e o papel da Internet; Afrociberdelia com Periferia Digital, Coletivos e Casas de Cultura Digital.
Movimentos como o Marajó Forte e Movimento de Mulheres se destacaram com os relatos sobre as dificuldades de acessos nas comunicações na região que é ainda privilégio de poucos.

Na Plenária final foi aprovada a Carta da Amazônia que ressalta o apoio dos ativistas paraenses ao modelo de governança da Internet brasileira, a necessidade de apoio à aprovação do Marco Civil e reforço em ações para que a rede continue livre. O texto aponta ainda que a inclusão digital deve chegar ao interior do Estado e abranger povos nativos como quilombolas e índios.
A Carta foi lida no Fórum da Internet do Brasil.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A hora da ação política

A lenta retomada da economia global e os seus enormes custos sociais, especialmente nos países desenvolvidos exigem uma corajosa mudança de atitude. É preciso identificar com clareza a raiz da crise de 2008, que em muitos aspectos se prolonga até hoje, para que os líderes políticos e os órgãos multilaterais façam o que deve ser feito para superá-la.

A verdade é que, no dia 15 de setembro de 2008, quando o banco Lehman Brothers pediu concordata, o mundo não se viu apenas mergulhado na maior crise financeira desde a quebra da Bolsa de Nova York em 1929. Viu-se também diante da crise de um paradigma.

Outros grandes bancos especuladores nos Estados Unidos e na Europa só não tiveram o mesmo destino porque foram socorridos com gigantescas injeções de dinheiro público. Ficou evidente que a crise não era localizada, mas sistêmica. O fracasso não era somente desta ou daquela instituição financeira, mas do próprio modelo econômico (e político) predominante nas décadas recentes. Um modelo baseado na ideia insensata de que o mercado não precisa estar subordinado a regras, de que qualquer fiscalização o prejudica e de que os governos não tem nenhum papel na economia, a não ser quando o mercado entra em crise.

Segundo este paradigma, os governos deveriam transferir a sua autoridade democrática, oriunda do voto – ou seja, a sua responsabilidade moral e política perante os cidadãos – a técnicos e organismos cujo principal objetivo era o de facilitar o livre trânsito dos capitais especulativos.

Cinco anos de crise, com gravíssimo impacto econômico e sofrimento popular, não bastaram para que esse modelo fosse repensado. Infelizmente, muitos países ainda não conseguiram romper com os dogmas que levaram ao descolamento entre a economia real e o dinheiro fictício, e ao círculo vicioso do baixo crescimento combinado com alto desemprego e concentração de renda nas mãos de poucos.

O mercado financeiro expandiu-se de modo vertiginoso sem a simultânea sustentação do crescimento das atividades produtivas. Entre 1980 e 2006, o PIB mundial cresceu 314%, enquanto a riqueza financeira aumentou 1.291%, segundo dados do McKinseys Global Institute e do FMI. Isso, sem incluir os derivativos. E, de acordo com o Banco Mundial, no mesmo período, para um total de US$ 200 trilhões em ativos financeiros não derivados, existiam US$ 674 trilhões em derivativos.

Todos sabemos que os períodos de maior progresso econômico, social e político dos países ricos durante o século XX não tem nada a ver com a omissão do Estado nem com a atrofia da política.

A decisão política de Franklin Roosevelt, de intervir fortemente na economia norte-americana devastada pela crise de 1929, recuperou o país justamente por meio da regulação financeira, o investimento produtivo, a criação de empregos e o consumo interno. O Plano Marshall, financiado pelo governo norte-americano na Europa, além de sua motivação geopolítica, foi o reconhecimento de que os EUA não eram uma ilha e não poderiam prosperar de modo consistente num mundo empobrecido. Por mais de trinta anos, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, o Welfare State foi não apenas o resultado do desenvolvimento mas também o seu motor.

Nas últimas décadas, porém, o extremismo neoliberal provocou um forte retrocesso. Basta dizer que, de 2002 a 2007, 65% do aumento de renda dos EUA foram absorvidos pelos 1% mais ricos. Em quase todos os países desenvolvidos há um crescente número de pobres. A Europa já atingiu taxas de desemprego de 12,1% e os EUA, no seu pior momento, de mais de 10%.

O brutal ajuste imposto à maioria dos países europeus – que já foi chamado de austericidio – retarda desnecessariamente a solução da crise. O continente vai precisar de um crescimento vigoroso para recuperar as dramáticas perdas dos últimos cinco anos. Alguns países da região parecem estar saindo da recessão, mas a retomada será muito mais lenta e dolorosa se forem mantidas as atuais políticas contracionistas. Além de sacrificar a população europeia, esse caminho prejudica inclusive as economias que souberam resistir criativamente ao crack de 2008, como os EUA, os BRICS e grande parte dos países em desenvolvimento.

O mundo não precisa e não deve continuar nesse rumo, que tem um grande custo humano e risco político. A redução drástica de direitos trabalhistas e sociais, o arrocho salarial e os elevados níveis de desemprego criam um ambiente perigosamente instável em sociedades democráticas.

Está na hora de resgatar o papel da política na condução da economia global. Insistir no paradigma econômico fracassado também é uma opção política, a de transferir a conta da especulação para os pobres, os trabalhadores e a classe média.

A crise atual pode ter uma saída economicamente mais rápida e socialmente mais justa. Mas isso exige dos líderes políticos a mesma audácia e visão de futuro que prevaleceu na década de 1930, no New Deal, e após a II Guerra Mundial.

É importante que os EUA de Obama e o Japão de Shinzo Abe estejam adotando medidas heterodoxas de estímulo ao crescimento. Também é importante que muitos países em desenvolvimento tenham investido, e sigam investindo, na distribuição de renda como estratégia de avanço econômico, apostando na inclusão social e na ampliação do mercado interno. O aumento de renda das classes populares e a expansão responsável do crédito mantiveram empregos e neutralizaram parte dos efeitos da crise internacional no Brasil e na América Latina. Investimentos públicos na modernização da infraestrutura também foram fundamentais para manter as economias aquecidas.

Mas para promover o crescimento sustentado da economia mundial isso não é suficiente. É preciso ir além. Necessitamos hoje de um verdadeiro pacto global pelo desenvolvimento, e de ações coordenadas nesse sentido, que envolvam o conjunto dos países, inclusive os da Europa.

Políticas articuladas em escala mundial que incrementem o investimento público e privado, o combate à pobreza e à desigualdade e a geração de empregos podem acelerar a retomada do crescimento , fazendo a roda da economia mundial girar mais rapidamente.

Elas podem garantir não só o crescimento, mas também bons resultados fiscais, pois a aceleração do crescimento leva à redução do déficit público no médio prazo. Para isso, é imprescindível a coordenação entre as principais economias do mundo, com iniciativas mais ousadas do G-20. Todos os países serão beneficiados com essa atuação conjunta, aumentando a corrente de comércio internacional e evitando recaídas protecionistas.

A economia do mundo tem uma larga avenida de crescimento a ser explorada: de um lado pela inclusão de milhões de pessoas na economia formal e no mercado de consumo – na Ásia, na África e na América Latina – e de outro com a recuperação do poder aquisitivo e das condições de vida dos trabalhadores e da classe média nos países desenvolvidos. Isso pode constituir uma fonte de expansão para a produção e o investimentos mundiais por muitas décadas.


Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente do Brasil

domingo, 7 de julho de 2013

Queremos médicos nas regiões pobres

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Em 5 de julho fiz aniversário. O assunto dominante eram as manifestações dos médicos entre tantas outras. Como venho há algum tempo refletindo sobre o corporativismo que tem se sobreposto aos interesses da população e por estar aniversariando fiz uma retrospectiva da minha vida em relação aos cuidados de saúde.

Nasci em 1965 na Vila Retiro – Caxitoré, a época distrito de Itapagé, hoje Tejuçuoca-CE. Fui a segunda de quatro partos vaginais, em casa assistido por parteira. Até os 7 anos permaneci no Retiro com minha família e o meu pai era quem nos medicava. Havia uma farmácia básica em casa (Quemicetina para infecções , merthiolate e água oxigenada para ferimentos, pomada oftálmica de terramicina para “dordolho”, e outros itens que não recordo).

Quando havia uma intercorrência mais séria (meu irmão aos 4 anos sofreu um coice de cavalo e partiu o lábio) nos deslocávamos para Fortaleza onde contávamos com os familiares médicos. No sertão, sem energia elétrica, sem água encanada, sem médicos, passei quase toda minha infância. Morria de medo de ser picada por cobra (na casa do meu avô paterno havia soro antiofídico, principalmente o anticrotálico contra picadas de cobra cascavel). Tive várias doenças consideradas comuns da infância, como catapora, tosse-braba (coqueluche), sarampo... e a primeira vacina que me recordo ter tomado foi contra meningite quando eu já tinha uns 10 anos.

Aos 7 anos fui estudar em Itapagé no Colégio das freiras cordimarianas. A partir dessa data, o meu pai deixou de ser o meu “doutor”. Aos 13 anos vim morar em Fortaleza e tive acesso normal aos serviços médicos embora só tenha sido internada aos 25 e 28 anos, nos meus dois partos (vaginais) e não demorei nem 12 horas na maternidade.

Nesses quase 50 anos, minha terra natal se urbanizou (passou a ter energia elétrica, água encanada – esse ano quase entra em colapso por conta da estiagem – escola com ensino fundamental e médio, Posto de Saúde, ruas calçamentadas, praça, quadra de esportes, etc) porém a Estratégia Saúde da Família que tem uma equipe com sede no Centro de Saúde da Família do Caxitoré passa a maior parte do tempo sem médico, tão grande é a rotatividade dos profissionais.
Vale ressaltar que é uma localidade a 115 km de Fortaleza (meu pai percorre esse trajeto três vezes por semana para realizar Terapia Renal Substitutiva – hemodiálise), portanto creio que a dificuldade em recrutar médicos seria amenizada com a importação dos médicos estrangeiros.

É evidente que as cidades desenvolvidas são bem mais atrativas e os profissionais são livres para optarem onde querem viver e trabalhar, contudo não acho correto impedir que outros médicos possam vir dar assistência a essa população carente e que merece ser cuidada.

A Atenção Básica precisa ser fortalecida para evitar o grande fluxo de pacientes nos hospitais secundários e terciários. O maior problema resulta na falta de médicos haja visto que os outros profissionais da Estratégia Saúde da Família geralmente preenchem as vagas tão logo elas surgem.

Precisamos cuidar das diarréias, das infecções respiratórias, dos hipertensos e diabéticos, das tuberculoses, hanseníases, da saúde da mulher, da saúde da criança, da saúde do homem, das doenças crônicas... precisamos prevenir doenças e promover saúde estimulando hábitos saudáveis.

Contamos com enfermeiras, dentistas, auxiliares e técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde.
Faltam médicos.
Que venham os médicos cubanos, espanhóis e/ou portugueses!
Completem as equipes de Saúde da Família para que tenhamos uma atenção básica resolutiva, eficiente e eficaz!

sábado, 17 de novembro de 2012

Parabéns Luizianne Lins!

O ano, 1968. Nasce em 18 de novembro uma mulher que oportunizou grandes avanços para segmentos da sociedade historicamente invisíveis. Que melhorou consideravelmente a forma de tratar as minorias. LUIZIANNE DE OLIVEIRA LINS é jornalista, atual prefeita de Fortaleza e presidente estadual do Partido dos Trabalhadores no Ceará. Foi na perspectiva feminista e socialista que esta companheira, após militância no movimento estudantil e no Partido dos Trabalhadores (único partido ao qual se filiou, e do qual foi vereadora e deputada estadual), assumiu a prefeitura de Fortaleza. Filha dos funcionários públicos Luiza Maria e José Sérgio Lins, Luizianne é a mais velha entre quatro irmãos. Mãe do Tiê, funcionária pública concursada da EMLURB por 10 anos, também trabalhou como pesquisadora e supervisora de campo do Instituto de Pesquisas Datafolha assumindo por sete anos a vice-coordenação do Instituto no Ceará. Foi professora de fotografia do colégio Batista Santos Dumont, entre 1990 e 1994. Concluiu também o curso de pós-graduação em Comunicação Social, Publicidade e Propaganda na Universidade de Fortaleza (UNIFOR). É professora concursada do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) – atualmente licenciada para o mandato de prefeita de Fortaleza. Foi vereadora do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Municipal de Fortaleza em 1996 e em 2000, reeleita. Ocupou o cargo de presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto e de presidente da Comissão de Defesa da Mulher, da Juventude e da Criança, criada na Câmara a partir de um projeto de resolução de sua autoria. Em 2002 foi eleita deputada estadual. Na assembléia ocupou o cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania e titular da Comissão de Agropecuária e Recursos Hídricos. Foi suplente das Comissões de: Orçamento, finanças e Tributação; Educação, cultura e Desporto; Ciência e Tecnologia e Defesa Social. Sua atividade parlamentar sempre priorizou, dentre as várias áreas de atuação, a Educação, a Juventude, a Cultura, a Sexualidade, o Movimento Popular e as questões de Gênero. Em outubro de 2004. eleita prefeita de Fortaleza obteve 620.174 votos. Candidata a reeleição em 2008, ganhou no primeiro turno com 50,16% dos votos. Trabalhadores, trabalhadoras, idosos e jovens de todas as raças, credos e orientação sexual se tornaram prioridade nas políticas públicas e ganharam voz no governo popular de LUIZIANNE LINS que inverteu prioridades e focou nas reais necessidades da população. Fortaleza passou a viver uma era de crescimento, desenvolvimento e inclusão social que vem devolvendo à cidade o seu papel de protagonista no desenvolvimento do Nordeste. Desde 2006, a Prefeitura de Fortaleza é a que mais realiza investimentos públicos em todo o Nordeste. Só nos últimos dois anos foram mais de R$ 658 milhões destinados a programas e projetos como o Vila do Mar, os CUCAs e o Hospital da Mulher, às revitalizações da Praia de Iracema e do Morro Santa Terezinha, às obras do Drenurb e do Transfor e mais uma infinidade de ações que vêm mudando a cara e a alma da cidade, fazendo dela, inclusive, uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol em 2014. Em 2005, quando assumiu a Prefeitura, a situação era bem diferente. Atualizadas para os valores de hoje, as dívidas de curto prazo naquela época atingiam mais de R$ 430 milhões, referentes a serviços executados e não pagos. A dificuldade da herança recebida não impediu de mostrar, desde o primeiro dia de gestão, que o modo de administrar Fortaleza havia mudado. Na primeira semana licitações por pregão eletrônico foram organizadas para compra de diversos equipamentos e instrumentos para a Defesa Civil, que à época estava totalmente desestruturada, e precisava de condições de proteger a população no período de chuvas que se aproximava. E embora este seja trabalho que precisa ser renovado a cada dia, a prefeita se orgulha de dizer que desde então nenhum cidadão de Fortaleza morreu em função de desastres naturais provocados pelas chuvas. Isso é cuidar das pessoas. Isso é cuidar da cidade. Mesmo com tantas dificuldades, não tinha tempo para ficar se lamentando. Era preciso arregaçar as mangas e começar a trabalhar. E o desafio era arrumar a casa sem deixar que a cidade parasse nos seus serviços básicos, preparando o cenário para as grandes obras que viriam pela frente. A cidade, não tinha um calendário de pagamento para os funcionários municipais, o que significa que os servidores não sabiam quando receberiam seus salários. Foi instituído este calendário, dando tranquilidade a milhares de pais e mães de família e ainda foi criado 14 Planos de Cargos, Carreiras e Salários para garantir condições de ascensão profissional mais justas. A responsabilidade de cuidar da quarta maior rede de educação do Brasil, a maior do Nordeste, com mais de 220 mil alunos foi cumprida, melhorando a qualidade da escola pública, valorizando os professores e construindo, em média, uma nova sala a cada 3 dias de governo. Com o tempo, a cidade ganhou novos leitos hospitalares e vários profissionais foram incorporados ao sistema para atender o povo mais carente. Sem falar no Hospital da Mulher, uma obra com quase 27 mil metros quadrados de área construída que vai se tornar um dos melhores hospitais do Brasil, e que chega para ser a maior referência na Saúde e direitos reprodutivos das mulheres. Além disso, foi construído o maior programa integrado de habitação que esta cidade já viu, mudando a vida de mais de 300 mil pessoas que viviam marginalizadas e esquecidas em áreas de risco, invisíveis para um poder público que há 60 anos se negava a dialogar com elas. Na gestão Fortaleza Bela, estas pessoas finalmente tiveram voz. Avanços no transporte público. Hoje temos a menor passagem de sistema integrado do Brasil. E com a tarifa social, o povo tem o direito de pagar mais barato aos domingos para ir à praia, à missa, à festa, ao cinema etc. Agora também, 12 mil portadores de deficiência não pagam transporte coletivo em Fortaleza, 72% deles com direito a acompanhante. E com a integração temporal é possível viajar por toda a cidade, de terminal em terminal, pagando apenas uma passagem. Sem falar nas carteiras estudantis, oferecidas gratuitamente aos estudantes das redes públicas municipal, estadual e federal. Avanços ainda na assistência social. No início de 2005, 117,1 mil famílias estavam cadastradas no Bolsa Família. Hoje são mais de 311 mil. Foi lançado o programa “Construindo uma Fortaleza sem Miséria”, o primeiro do gênero nas capitais. O turismo e a cultura também mereceram atenção. Fortaleza nunca havia tido, por exemplo, um evento público que unisse pessoas de todas as classes sociais. Mas o grande Réveillon de Fortaleza mudou essa história, reunindo 1,5 milhão de pessoas de todos os cantos da cidade num emocionante clima de paz e confraternização e fazendo girar uma máquina gigantesca. Com o Pré-Carnaval, o Carnaval e outros eventos que se desenrolam durante todo o ano, aproveitamos nossa vocação para o Turismo. Não por acaso, hoje, Fortaleza tem praticamente 100% de ocupação turística durante todo o ano. Mas não foi apenas o setor de serviços que ganhou impulso com a nossa gestão. Tanto que Fortaleza é hoje a capital do Nordeste que mais gera empregos com carteira assinada. O Orçamento Participativo fez da população fortalezense uma importante aliada da gestão. Durante todo o governo, quase 150 mil pessoas participaram de pelo menos uma assembleia do OP, numa clara demonstração de que este sempre foi um governo disposto a escutar as pessoas. Mas estas são apenas algumas das transformações, ao lado da revolução social e educacional dos CUCAs, dos avanços ambientais do Preurbis, da modernização do estádio Presidente Vargas, da criação das Praças do Povo e de muitas outras conquistas. LUIZIANNE LINS liderou este projeto que mudou a cidade para sempre, trabalhando ao lado de milhares de companheiros e companheiras para torná-la mais justa, mais unida, mais humana. Seguindo uma filosofia administrativa nacionalmente consagrada pelo PT ao longo dos últimos anos, capaz de inverter prioridades, de desafiar paradigmas e de, verdadeiramente, governar para todos. O grande legado da gestão Fortaleza Bela é a defesa da cidadania. O respeito à liberdade social e o cuidado com as pessoas. Hoje, podemos dizer, sem medo de errar, que esta cidade mudou para melhor. Fortaleza é uma cidade mais alegre e mais fraterna. E mesmo reconhecendo que ainda muita coisa precisa ser feita, não temos dúvidas de que melhoramos muito, avançando junto com o Nordeste e com o Brasil. A maior expressão do Partido dos Trabalhadores do Ceará, nossa querida prefeita, a guerreira LUIZIANNE LINS, uma mulher sensível e carinhosa no trato com o povo, aniversaria, mas o presente foi ela quem nos deu: Uma cidade mais plural, diversa e inclusiva. Parabéns a você que tem o estilo PT de governar, bem como sua equipe. Em especial as companheiras Ana Maria Fontenele, Elaene Rodrigues, Eveline Ferreira, Fátima Mesquita, Helena Barroso, Íris Tavares, Luciana Castelo Branco, Luiza Perdigão, Nágela Raposo, Olinda Marques, Raquel Viana, Rocicleide Ferreira e todas as mulheres e homens que fizeram a gestão Fortaleza Bela. Obrigada Luizianne! Por ser uma mulher de fibra, empreendedora e perseverante! Por acreditar nas possibilidades e sonhos! Por sua luta por uma sociedade mais igualitária! Por perseguir a utopia que nos move para fazermos realidade a Fortaleza Bela. Obrigada por ter em sua equipe mulheres valorosas que ajudaram a tornar muitos sonhos realidade! Parabéns! Que Deus te dê vida longa e plena!
Fonte: JUNTOS CONSTRUINDO A FORTALEZA BELA 2005 – 2011