quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Fortaleza comemora o Dia Municipal do Forró no próximo dia 13

O evento, em parceria entre a Associação Cearense de Forró e a Secultfor, homenageia Luiz Gonzaga, abrindo as comemorações de seu centenário de nascimento, que acontece próximo ano.

Boa notícia para os amantes do forró de qualidade. Fortaleza realiza a primeira edição do Dia Municipal de Forró, no próximo dia 13, aniversário de Luiz Gonzaga. A data, que abre as comemorações do centenário do Rei do Baião, foi aprovada em março deste ano pela Câmara Municipal e passa a integrar o calendário oficial de eventos culturais da cidade. Quem organiza a atividade no Polo Luiz Gonzaga, no Conjunto Ceará, é a Associação Cearense do Forró (ACF), com o patrocínio da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor).

Ao todo, 20 atrações devem cantar duas músicas: uma escolhida entre gravações dos próprios artistas e outra em homenagem a Luiz Gonzaga. Neste caso, as canções foram definidas por sorteio. Ainda integra a programação a Orquestra Sanfonas do Ceará e o Balé Folclórico Arte Popular. “Pensamos numa grande confraternização entre os artistas locais e a Orquestra de Sanfonas do Ceará e nada melhor do que fazer essa festa no Polo Luiz Gonzaga, no Conjunto Ceará. Queremos que esse evento se torne uma tradição.”, explica Walter Medeiros, presidente da ACF e membro do Conselho Municipal de Política Cultural de Fortaleza. “Selecionamos artistas que fazem parte da nossa história musical e, além disso, estão engajados na luta por esse movimento do forró de qualidade”.

O cantor e compositor Diassis Martins comemora o reconhecimento ao forró encabeçado por Luiz Gonzaga. “O forró é a maior manifestação cultural do Nordeste, e Luiz Gonzaga foi seu maior divulgador. É muito importante a criação dessa data para que se possa perpetuar para os mais jovens o forró de qualidade, que tem letra e melodia. A administração de Fortaleza sempre incentivou esse tipo de música, como artista reconheço isso”. Diassis, dentro dessa linha da preservação, deve lançar em janeiro o CD “Diassis Martins cantando Gonzagão”, com 18 músicas cantadas pelo Rei do Baião. Durante a apresentação do dia 13, ele vai interpretar “10 mandamentos do amor”, de Jeovah de Carvalho e Dadá di Moreno, e “A Vida do Viajante”, do próprio Luiz Gonzaga.

Já o compositor Messias Holanda defende que o forró deve ser mais protegido. “Tem de ser aguado que nem planta, pros mais novinhos passarem a conhecer e não esquecerem a cultura verdadeira. O nosso forró é muito sofredor, empurra pra lá, empurra pra cá, e ele ainda resiste”. No dia 13, ele interpreta “Ovo de Codorna”, de Gonzagão; e de sua autoria, o sucesso “Pra tirar coco”. “Pra onde eu vou, esse pé de coco se espalha, é automático”, brinca.

José Alderir Alves da Costa, mais conhecido pelo nome artístico Estrela do Norte, não é cearense, mas escolheu o estado para investir no que chama de seu “forró de verdade”, título que também dá nome a seu CD. “Sou de Mãe do Rio, no Pará, mas meus pais são cearenses. Dos 13 anos que estou em Fortaleza, 11 venho dedicando ao forró”, explica. O artista se iniciou na carreira com a música Xote Ecológico, composição de Luiz Gonzaga em homenagem a Chico Mendes. Por isso, só tem o que comemorar com a criação da data. “Esse dia, a meu ver, é uma conquista ímpar para a associação, é de fundamental importância”. No dia 13, Estrela apresenta “A sorte é cega”, de Gonzaga, e “Feliz da Vida”, de Flávio Leandro.

SERVIÇO
Dia Municipal do Forró, dia 13, a partir das 18h, no Polo Luiz Gonzaga, no Conjunto Ceará. Entrada Franca. Informações: Assessoria de Imprensa da Secultfor: 3105.1386

Atrações:
Adelson Viana
Bel Lima
Netinho do Ceará
Cacimba de Aluá
Klebão Feitosa
Oswaldinho do Ceará
Cumpade Barbosa
Diassis Martins
Estrela do Norte
Haja Forró
Messias Holanda
Neo Pi Neo
Os Januários
Sergiane
Tom Canhoto
Trio Xodó
Val Xavier
Chico João
Ivis Felipe
Pedro Marques

Participação Especial:
Orquestra Sanfonas do Ceará
Balé Folclórico Arte Popular

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Justiça para justiça


Luiz Edgard Cartaxo de Arruda Junior

cartaxoarrudajr@gmail.com

memorialista



A opinião pública julga falcatruas dos governantes e parlamentares. Há indignação com vícios do nosso sistema político. O abuso do poder econômico deteriora as escolhas eleitorais, fragilizando a democracia representativa.
Essa realidade tem adubado o debate da Reforma Política, com reflexões acerca dos infortúnios e mazelas que permeiam os interesses privados na esfera pública. Dentre os poderes da república, a justiça sempre resistiu a claridade do olhar público. Os labirintos dos tribunais ainda são inacessíveis ao povo e o que acontece em seus umbrais são coisas, muitas vezes, nebulosas, cheirando a negociações espúrias e danosas.
A ministra Eliane Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tem rasgado o véu do silêncio e denunciado a existência de esquemas de corrupção, chegando a cunhar um conceito peculiar para designar o fenômeno: bandido togado.
A resistência corporativa tenta encobrir os pecados que dilaceram a credibilidade da justiça. O CNJ tem sido a única instância de controle sobre o comportamento criminoso de juízes, com o mínimo de isenção, mas ainda com poucos recursos de punibilidade. A ousadia de tentar fazer cumprir o seu papel, identificando juízes e esquemas de corrupção, despertou a insurreição das forças medievais que dominam o Poder Judiciário. Descaradamente, tentam destruir a instância de controle e contenção das irregularidades e do jogo impune de propinas e interesses que transformam parte da justiça brasileira num balcão de negociatas.
Até a Igreja se curvou diante dos desvios éticos e morais dos seus servos de Deus. A pedofilia que recai sobre o manto sagrado da batina não são mais ocultadas. A Igreja se modernizou e já respira os ares do século XXI, punindo seus erros. O Judiciário quer pairar acima do bem e do mal; não quer que se faça justiça sobre os escândalos que rondam os tribunais, transformando agentes de justiça em mafiosos de toga. O manto preto da impunidade dos juízes e seus esquemas organizados de enriquecimento ilícito, talvez seja o lado mais obscuro a comprometer a saúde da democracia brasileira.
Há quadrilhas atuando sob a sombra da toga e o tráfico de influência contamina todos os poderes. É comum a venalidade do juízo jurídico, o jogo de chantagem e o enriquecimento ilícito do crime organizado de colarinho branco. Isso faz desabar e destruir a justiça brasileira, minando as bases institucionais da sociedade democrática que se quer implantar e consolidar.
Devemos lamentar que parte da justiça brasileira atue de mãos dadas com o crime organizado, vivendo em feudos intocáveis e sendo remunerada com salários de sultão. Dizem que aplicam golpes sem pudores, com a desenvoltura de gatos noturnos em sua larapia arrogância, crentes na impunidade eterna. Devemos fortalecer e democratizar o CNJ, antes que a máfia destrua suas células éticas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

“As filhas do Mota são igual homem”


Essa frase foi proferida por um amigo da família no dia do casamento da minha irmã em conversa com o noivo. Rimos bastante quando meu cunhado nos contou e hoje mais do que nunca vejo como são verdadeiras essas palavras.
Ultimamente tenho me dedicado mais as questões feministas e tenho refletido sobre a importância do meu pai no alicerce da mulher autônoma e empoderada (igual homem) que julgo ser.
Homem do campo, de pouca escolaridade, porém autodidata e sábio, meu pai é a maior figura de discurso machista e de prática feminista que conheço.
Jorge Mota sempre foi grande companheiro da esposa a quem sempre apoiou em todas aspirações e nunca cobrou as obrigações de dona-de-casa tão culturalmente esperadas das mulheres.
Pai de quatro filhos (dois homens e duas mulheres), jamais os submeteu a castigos físicos e sempre tratou a todos com igualdade. A obrigação era estudar, se graduar e trabalhar para conquistar autonomia.
Qualquer tentativa dos filhos homens em interferir na vida das irmãs era rechaçada firmemente. Moramos alguns anos juntos em Fortaleza sem a presença de nossos pais e por maior que fosse o conflito no calor das discussões de adolescentes e jovens, jamais nenhum irmão ousou levantar a mão para mim ou minha irmã.
Dos quatro fui a primeira a casar e tive duas filhas. Meu marido foi um grande companheiro e jamais me podou ou subjugou. Após 6 anos de casada ele teve um problema de saúde e virou um filho excepcional.
Após essa fatalidade, tive de fortalecer cada vez mais a feminista que vive em mim. Passei a ser a chefe da família (com uma filha de 5 anos, outra de 2 anos e um bebezão que não cresce e só regride) e com o apoio da minha família e da família dele conquistei meu espaço de mulher, mãe, profissional, ativista ... enfim como diz Milton Nascimento: “... uma mulher que merece viver e amar como outra qualquer do planeta...”
Nessas datas pontuais de combate ao machismo e a violência contra a mulher agradeço muito a meu pai por não me tornar vulnerável a tudo isso e as minhas filhas que hoje jovens, são libertárias e guerreiras.
Oxalá todas as mulheres do mundo tenham no seio familiar a força para lutar contra a opressão do machismo!

Quem ama abraça clipe musical

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Som Brasil - Gonzaguinha - Eu Apenas Queria Que Você Soubess

Simone e as Chicas numa interpretação belíssima. Mulheres maravilhosas dando um show de talento. E a letra nem se fala, nosso Gonzaguinha como sempre, inspiradíssimo!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O Renascimento do Parto - Promocional

Recebi do meu queridíssimo amigo, Dr. Aluizio Soares que esteve presente nos momentos mais importantes de minha vida, inclusive no nascimento por parto vaginal das minhas duas filhas.
Reproduzo os comentários do e-mail que ele me enviou com o vídeo:

"Não se entristeçam mestres, Anastácio, Galba, Olavo e meus compadres, Ciriaco e Arnaldo, Quem sabe, não é um primeiro sinal para reverter a atual conduta de alguns colegas que se esqueceram de seus ensinamentos?!
O Parto normal é para a saúde da mulher e do bebê
Vale a pena ver simplesmente: MARAVILHOSO"

domingo, 30 de outubro de 2011

“Carta de Foz” do I Encontro Mundial de Blogueiros

Do Blog do Esmael Morais

Via Blogueiros do Mundo

O 1º Encontro Mundial de Blogueiros, realizado em Foz do Iguaçu (Paraná, Brasil), nos dias 27, 28 e 29 de outubro, confirmou a força crescente das chamadas novas mídias, com seus sítios, blogs e redes sociais. Com a presença de 468 ativistas digitais, jornalistas, acadêmicos e estudantes, de 23 países e 17 estados brasileiros, o evento serviu como uma rica troca de experiências e evidenciou que as novas mídias podem ser um instrumento essencial para o fortalecimento e aperfeiçoamento da democracia.

Como principais consensos do encontro – que buscou pontos de unidade, mas preservando e valorizando a diversidade –, os participantes reafirmaram como prioridades:

- A luta pela liberdade de expressão, que não se confunde com a liberdade propalada pelos monopólios midiáticos, que castram a pluralidade informativa. O direito humano à comunicação é hoje uma questão estratégica;

- A luta contra qualquer tipo de censura ou perseguição política dos poderes públicos e das corporações do setor. Neste sentido, os participantes condenam o processo de judicialização da censura e se solidarizam com os atingidos. Na atualidade, o WikiLeaks é um caso exemplar da perseguição imposta pelo governo dos EUA e pelas corporações financeiras e empresariais;

- A luta por novos marcos regulatórios da comunicação, que incentivem os meios públicos e comunitários; impulsionem a diversidade e os veículos alternativos; coíbam os monopólios, a propriedade cruzada e o uso indevido de concessões públicas; e garantam o acesso da sociedade à comunicação democrática e plural. Com estes mesmos objetivos, os Estados nacionais devem ter o papel indutor com suas políticas públicas.

- A luta pelo acesso universal à banda larga de qualidade. A internet é estratégica para o desenvolvimento econômico, para enfrentar os problemas sociais e para a democratização da informação. O Estado deve garantir a universalização deste direito. A internet não pode ficar ao sabor dos monopólios privados.

- A luta contra qualquer tentativa de cerceamento e censura na internet. Pela neutralidade na rede e pelo incentivo aos telecentros e outras mecanismos de inclusão digital. Pelo desenvolvimento independente de tecnologias de informação e incentivo ao software livre. Contra qualquer restrição no acesso à internet, como os impostos hoje pelos EUA no seu processo de bloqueio à Cuba.

Com o objetivo de aprofundar estas reflexões, reforçar o intercâmbio de experiências e fortalecer as novas mídias sociais, os participantes também aprovaram a realização do II Encontro Mundial de Blogueiros, em novembro de 2012, na cidade de Foz do Iguaçu. Para isso, foi constituída uma comissão internacional para enraizar ainda mais este movimento, preservando sua diversidade, e para organizar o próximo encontro.

O Mito



Lula é amado pelo povo brasileiro. #ForçaLula

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

1º Encontro Mundial de Blogueiros Progressistas

O 1º Encontro Mundial de Blogueiros terá como tema “O papel da blogosfera na construção da democracia”. A cidade de Foz do Iguaçu entre os dias 27 e 29 de outubro sediará o evento, promovido pelo Barão de Itararé e alterCOM (Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores de Comunicação) e será patrocinado pela Itaipu Binacional.

Programação:
27 de outubro – quinta-feira
19 hs – Abertura oficial do evento no Centro de Recepção de Visitantes (CRV) de Itaipu;
- Coquetel e iluminação da barragem de Itaipu

28 de outubro – sexta-feira
9 hs – Debate: “O papel das novas mídias”
-Ignácio Ramonet – criador do Le Monde Diplomatique e autor do livro a explosão do jornalismo;
-Kristinn Hrafnsson – porta-voz do Wikileaks
- Dênis de Moraes – autor do livro Mutações do visível: a comunicação de massa a comunicação em rede.
-Luis Nassif – jornalista e blogueiro
*Mesa dirigida por Natália Vianna (Agência Pública) e Tatiane Pires (blogueira do RS)

14 hs – Painel: “Experiências nos EUA e Europa”
- Pascual Serrano – blogueiro fundador do sítio Rebelión (Espanha)
- Andrés Thomas Conteris – fundador do Democracy Now em Espanhol (EUA)
- Henrique Palma – criador do blog A perdre La raison (França)
- Jullian York – blogueira, colunista do Huffington Post, Guardian e da TV Al Jazeera (EUA)
* Mesa dirigida por Renata Mielli (Barão de Itararé) e Altino Machado (blogueiro do Acre)

16 hs – Painel: “Experiências na Ásia e África”
- Ahmed Bahgat – blogueiro e ativista digital na revolta do mundo árabe (Egito)
- Atanu Dey – blogueira da Índia e especialista em Tecnologia da Informação (Índia)
- Pepe Escobar – jornalista e colunista do sítio [Asia times Online (Japão)
- Mar-Jordan DEgadjor – blogueiro e diretor da ONG África para o Futuro (Gana)
* Mesa dirigida por Renato Rovai (alterCOM) e Sérgio Telles (blogueiro do RJ)

Dia 29 de outubro – sábado
9 hs – Painel: “Experiências na América Latina”
- Iroel Sánchez – blogueiro da página La Pupila Insomne e do sítio CubaDebate (Cuba)
- Osvaldo Leon – editor sítio da agência Latinoamericana de Informação – alai (Equador)
- Martin Becerra – professor universitário e blogueiro (Argentina)
- Jesse Freeston – blogueiro e ativista dos direitos humanos (Honduras)
- Luis Navarro (Editor do Jornal La Jornada – México)
- Martin Granovsky (Editor Especial do jornal Página 12 – Argentina)
* Mesa dirigida por Sérgio Bertoni blogueiro do Paraná) e Cido Araújo (blogueiro de SP)

14 hs – Painel: “As experiências no Brasil”
- Leandro Fortes – jornalista da revista Carta Capital, blogueiro e da comissão nacional do BlogProg
- Esmael Moraes – criador do blog do Esmael
- Conceição Oliveira – criadora do blog Maria Frô e twitteira
- Bob Fernandes – editor do sítio Terra Magazine
* Mesa dirigida por Maria Inês Nassif (Carta Maior) e Daniel Bezerra (blogueiro do Ceará

16 hs – Debate: “A luta pela liberdade de expressão e pela democratização da comunicação”
- Paulo Bernardo – ministro das comunicações do Brasil
- Jesse Chac[on – ex-ministro das comunicações da Venezuela
- Damian Loreti – integrante da comissão que elaborou a Lev de Medios na Argentina
- Blanca Josales – ministra das Comunicações do Peru
* Mesa dirigida por Julieta Palmeira (Associação de novas mídias Bahia) e Tica Moreno (Blogueiras Feministas)

18 hs – Ato de encerramento
- Aprovação da Carta de Foz do Iguaçu (propostas e organização)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O POVO TEM QUE PENSAR...

Tenho me deparado com situações um tanto quanto intrigantes, do tipo que nos faz pensar um pouco.
Outro dia, tive a oportunidade de presenciar a conversa de dois mestres da sanfona. Na ocasião, não sei se eram eles (os sanfoneiros), que conversavam ou se eram elas; as damas de preto, de branco, ou de vermelho, não importa.
O que importa, é que quando elas conseguem soltar a sua voz, todos entendem rapidamente. Todo esplendor e maestria lhes são destinadas.
Lembranças eram mensuradas por eles e abrilhantadas por elas e até parecia que queriam falar. Um dos músicos falava de uma composição de Gonzaguinha, que tinha a corruptela de “Espelho das Águas do Itamaragí”, e que ele (sanfoneiro) iria fazer o arranjo da música.
Percebíamos durante sua fala a presença de bastante emoção, que comove quem escuta. O relato do sanfoneiro era a respeito de um comentário que ele havia proferido para Gonzaguinha no ato da criação da composição:
“Tu sabe que o povo não vai entender isso!” O compositor mergulhou seu olhar no olhar dele e com toda confiança, franqueza e firmeza respondeu: “O povo tem que pensar.”
Quando escutei aquilo, parei e pensei um pouco. Vi quanta riqueza e preocupação tinha aquele homem com o jeito de pensar das pessoas. Consequentemente, lembrei-me de uma citação de Sócrates que diz: “A vida que não é examinada não vale a pena ser vivida”.
Quanta genialidade teve Gonzaguinha, até parece que sua sabedoria fora herdada geneticamente e até pode ser que sim; não podemos evitar esta idéia inevitável. Estamos falando do filho daquele que revolucionou a música popular brasileira, Luiz Gonzaga; rei do baião. Luiz Gonzaga Júnior, o Gonzaguinha; nasceu em 1945 na cidade do Rio de Janeiro. Teve toda sua adolescência longe do pai, em virtude das muitas viagens de seu Luiz mundo a fora, com seus shows. Essa distância criou um clima de insatisfação do filho, mas não o impediu de ser um homem também da música, um artista completo e o que é melhor: sem precisar ser regrado por seu pai. Portanto, isso era algo natural.
Gonzaguinha soube pensar no seu tempo, melhor dizendo; ele foi além do seu tempo. “O boca negra”, (Gonzaguinha assim intitulado por seus amigos compositores), fora idealizador de um estilo musical despojado, que se preocupava com o que o povo pensava. Fazia de sua música um instrumento de construção do saber e de acalento para os corações. Fico pensando, quantos Gonzaguinhas, Renatos Russos, Cazuzas, Tim Maias, poderíamos ter hoje, se simplesmente parássemos só um pouco e pensássemos como estamos levando a vida. Se não praticarmos tal exame, perderemos a oportunidade de sair da mediocridade. Mas, se o realizarmos cautelosamente, teremos a probabilidade bem maior de garantir uma vida mais ordenada e harmoniosa e sem sombra de dúvida podendo afirmar que “Começaríamos tudo outra vez se preciso fosse meu amor”.
Portanto meus caros leitores, pensem um pouco mais. Pensem na construção de um amanhã melhor. Pensem que o agora é a chave que nos possibilita esse novo amanhã. E, se for pensar no que passou, que seja só nos momentos bons.
Se fizermos desta maneira, com certeza poderemos todos cantar num coro só “Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz”.
Só para lembrar, os dois sanfoneiros eram Waldonys e Joquinha Gonzaga que é sobrinho de Luiz Gonzaga e obviamente primo de Gonzaguinha. Este último gravou a música que infelizmente não pôde ser apreciada por seu criador.

Por David Morais, personaldance, licenciado em Geografia pela Universidade Federal do Ceará, criador e executor do quadro nos passos de Luiz Gonzaga que é transmitido no programa Gibão de Couro, rádio 87,9 - Costa Oeste Fm.
07/10/2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PARTO NATURAL OU CESARIANA?

Tenho participado de grupos de gestantes na área de adscrição do NASF em que trabalho discutindo diversos temas ligados à gestação e ao parto. A temática das vantagens e desvantagens de cada tipo de parto reportou-me ao nascimento de minhas duas filhas, ambas de parto vaginal.
Convicta defensora do parto normal (vaginal) pela rápida recuperação, ausência de dor pós-parto que possibilitou tranqüilidade e favoreceu a lactação bem como a participação ativa no nascimento, tive a felicidade de parir por duas vezes como sempre desejei. Ressalto que a grande confiança no meu queridíssimo obstetra Dr. Aluízio Soares, parteiro extremamente habilidoso facilitou muito.
Não entendo por qual motivo hoje esse tipo de parto só é majoritário entre as mulheres com baixo poder aquisitivo que não dispõem de planos de saúde ou dinheiro para pagar particular. A prevalência do parto cesariana é arrasadora entre usuárias de planos de saúde, e até mesmo entre mulheres da área de saúde. Mesmo cientes do risco de morte da mãe bem mais elevado, do dobro de tempo na permanência hospitalar, além do risco de infecção e hemorragia, a cada ano a escolha por esse tipo de parto aumenta. Para o bebê, maior risco de ter desconforto para respirar após ser extraído.
Por outro lado, acho que a mulher tem o direito de escolha e lamento que muitas que desejam realizar uma cesariana não conseguem.
A medida que o tempo passa, essa diferença aumenta ao ponto do parto normal no Brasil ser “coisa de mulher pobre”.
Hoje é difícil encontrarmos médic@s que se disponham a acompanhar um parto normal. A grande maioria prefere marcar dia e hora e antecipar o nascimento das crianças mesmo que mãe e filho estejam saudáveis e em plenas condições para o parto vaginal.
No Serviço Único de Saúde estimulamos as mães ao parto natural, porém as mesmas não tem o direito de escolha usufruído pelas parturientes do Sistema Suplementar.
Oxalá todas as mulheres conquistem o direito de parir com segurança e da forma desejada!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

TAC Campaign - 20 year Anniversary retrospective montage "Everybody Hurt...



Esse emocionante comercial nos leva a reflexão. No Brasil, os acidentes de trânsito ceifam milhares de vidas a cada ano. É um problema de saúde pública. Vamos refletir e praticar direção defensiva. Vamos dirigir com segurança!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

ABORTO EM DEBATE


Por

Rebeca Mota Brito

Graduanda em Ciências Sociais na Universidade Estadual do Ceará


Num País extremamente religioso como o Brasil debater a legalização do aborto é praticamente um tabu. Esse estigma social em torno do tema é fruto de um processo histórico de criminalização da mulher, controle da sua reprodução e negação do seu direito ao corpo.
Um estudo realizado pela Pesquisa Nacional de Aborto (PNA) em 2010 revela que mais de uma em cada cinco mulheres entre 18 e 39 anos já fizeram um aborto no Brasil, o que me leva a questionar: Quem não fez ou conhece alguém que já fez um aborto?
Embora o aborto inseguro seja a terceira maior causa de mortalidade de mulheres no Brasil, a população pouco conhece desses números e o debate fica centralizado em idéias religiosas e moralistas que muito questionam o direito a vida do feto, mas que desconsideram a condição social da futura mãe, as dificuldades que passa (tanto materiais: em poder fornecer as necessidades básicas, como subjetivas, psicológicas), seus projetos para o futuro; se sofre violência dentro de casa, se sequer desejou uma criança ou esta apenas cumprindo um processo natural obrigatório de cada mulher: ser mãe. Idéias que servem como mecanismos de controle, manutenção e reprodução do machismo e da opressão a mulher em sociedade.
A reprodução feminina é um direito individual de escolha, é o direito de cada mulher decidir se quer ou não ter filhos, quantos quer e em que momento da vida. É ter acesso a informações e métodos que possam lhe dar o controle sobre a maternidade e o direito ao seu corpo sem nenhuma forma de imposição.
Afirmar que com a legalização as mulheres vão abortar de forma irresponsável é tratá-las como seres incapazes de tomar decisões, incapazes de poder pensar sozinhas, precisando sempre do tutelamento de um homem, é ignorar ainda uma realidade: que milhares de mulheres morrem todos os dias vítimas de abortos inseguros. O aborto não é uma decisão tomada levianamente, é uma decisão difícil e brutal (para a própria mulher) que precisa ser respeitada. É uma questão de autonomia feminina e de saúde pública. Além disso, os números mostram que em todos os países onde o aborto foi legalizado não ocorreu um aumento dessa prática, muito pelo contrário, houve uma diminuição, pelo fato do aborto, ao ser considerado questão de saúde pública e não caso de policia, veio acompanhado de uma eficiente política contraceptiva.
É necessário que sejam promovidos debates francos sobre o tema, que tratem de fato da realidade do nosso país, em que de acordo com o Ministério da Saúde, uma mulher morre a cada dois dias em decorrência de aborto inseguro, a maioria jovens, negras e pobres que não tem dinheiro para pagar um “procedimento” numa clínica, e tem que recorrer a remédios que podem causar sérios danos a saúde, ou aos açougueiros que movimentam a indústria clandestina do aborto. O aborto já é legalizado para as mulheres ricas, pois podem pagar por uma cirurgia simples e segura em uma clinica especializada. Já as mulheres pobres têm de se submeter a abortos em condições insalubres, que geralmente resultam em várias complicações, porém pelo fato do aborto ser ilegal, estas não podem procurar socorro médico nas redes publicas, pelo fato de poderem ser presas. Desta forma, a criminalização do aborto no Brasil só tem servido para levar à morte milhares de mulheres pobres, que não precisariam morrer se pudessem fazer tal “procedimento” em condições seguras pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
ENQUANTO ISSO...
Tramitam no Congresso dois projetos de lei que, se aprovados serão um duro ataque aos direitos das mulheres. Um deles é o Estatuto do Nascituro que impedirá a realização de abortos até em casos de estupro, oferecendo pensão alimentícia à criança; e outro é o projeto que defende a obrigatoriedade do cadastramento de gestante no diagnóstico da gravidez, obrigando-a a ter sua vida reprodutiva vigiada.

Para aprofundar o debate:
http://catolicasonline.org.br
http://frentepelodireitoaoaborto.blogspot.com/
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/aborto_e_saude_publica_vs_preliminar.pdf

domingo, 25 de setembro de 2011

Waldonys Ensinando Como se Toca Arcordion

эволюция женского образа в веках



a evolução do penteado feminino...

Patrimônio afetivo

Zenilce Vieira Bruno - Psicóloga, sexóloga e pedagoga

Vivemos em uma cultura muita preocupada com acúmulo de seus bens, organização da vida, agenda lotada, relacionamentos adultos racionais, e com o olhar direcionado para um futuro tranquilo com patrimônio garantido. Haverá lugar para a vivência significativa do afeto para essas pessoas que têm tanta pressa e não sabem realmente para onde vão?

Somos todos carentes de dar e receber afeto, por isso penso ser tão difícil armazená-lo. Mas alguns conseguem e até se enaltecem disso; são donos do sentimento, não podem perdê-lo: “é meu, não dou, não troco, não negocio”. E caminham pela vida com esse sentimento guardado num cofre, ignorando que se não for retroalimentado deixa de ser sentimento. A necessidade de acumular se tornou tão enlouquecedora que até o afeto é um patrimônio, e assim o sendo não posso perdê-lo.

Penso no valor que é inerente aos projetos que fazemos de ser feliz. Há uma intenção que estrutura positivamente a busca e facilita frente à vida e ao que dela pretendemos, embora nem sempre seja possível realizar o que se tem em mira.

Creio que a luta amorosa tem também essa dignidade, esse sentido que lhe é inerente, mesmo que não se alcance o cume da experiência. Acredito que perdemos tempo quando esperamos o amor. Não encontramos o amor em si, mas razões para amar. E estas razões estão em nós e a nossa volta, mas frequentemente não as vemos ou não as percebemos. Limitamo-nos a pensar que está guardado em algum lugar.

Não podemos é nos deter no “que seja pelo resto da vida”, porque na verdade o resto da vida é tudo aquilo que se vive ao final de cada etapa. Assim atravessamos muitos “restos da vida”, porque as vidas se sucedem de restos que nascem desses finais. Na trajetória amorosa, queremos, como em tudo, a felicidade. Mas ela não é previsível, não é controlável, não a possuímos. Dela não nos apropriamos. Ela não é do tamanho do nosso cofre. Ela é sempre maior.

Necessitamos encontrar aquilo que une, que vincula, que funde com o outro, que garante crescimento na arriscada aventura da partilha amorosa. Precisamos ter a quem dedicar afeto e com quem possamos partilhar o sentido encontrado para a vida. O afeto precisa ser correspondido, precisa dessa partilha para desenvolver-se. A privação afetiva é exatamente muito nociva porque nos impede de ousar, de descobrir e utilizar o melhor de nós próprios.

Talvez esse texto seja um daqueles que tem endereço certo: é para alguém que está de mudança e se despedindo. A ambivalência se apossa do momento, a dor do deixar partir e o prazer de se deixar doar.

Embora viva conosco, assim como os filhos, o amor não nos pertence. No entanto, teremos de reinventá-lo para não ficar na nostalgia e viver o passo seguinte da vida que continua. Faço minhas as palavras de Frejat: “Desejo que você tenha a quem amar e quando estiver bem cansado, ainda exista amor pra recomeçar”.

Fonte: Jornal O POVO 24.09.2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O forró no Brasil – contextualização histórica

No século XVI (chegada de portugueses em terras brasileiras), quando ocorre o encontro dos diferentes povos, de diferentes nações, algo de fato acontece à formação cultural brasileira. Ocorrerá cá nestas terras, o nascimento de uma identidade cultural sincrética que perpassa até os dias atuais.
“Surgimos da confluência, do entrechoque e do caldeamento do invasor português com índios silvícolas e campineiros e com negros, uns e outros aliciados como escravos” (RIBEIRO: 1995, p. 19).
A vocação musical dos índios que aqui estavam, era expressa não só no seu jeito de tocar, mas também na sua forma de dançar. Os portugueses tratam de “reeducar” estes primeiros povos pela catequese dos Jesuítas dentro dos aldeamentos onde os índios aprendiam a tocar flauta, viola e pandeiro.
Posteriormente, chegam os negros africanos com a sua ginga, o seu requebrado sensual e suas batucadas. A cultura nossa de cada dia inicia-se da junção dessas três culturas distintas.
No século XIX, após a chegada da corte de D. João VI, a cultura era associada ao conhecimento que algumas pessoas ditas “cultas” acumulavam ao longo da vida e também associada às artes de origem européia (pintura, literatura, música, teatro).
Devido a esta concepção de cultura, o Estado, durante o Império e a República Velha, criou instituições que excluíam mais ainda as expressões culturais da população indígena, negra e mestiça. Estas expressões eram classificadas pelos grupos dominantes como folclore, o que de fato soava negativamente. Durante este período da história brasileira, o Estado atuava, em temos culturais, como mecenas de artistas e intelectuais talentosos que surgiam. Obviamente eram beneficiados apenas aqueles cuja arte era de influência européia.

Estudiosos há tempos vêm se preocupando em decifrar esta manifestação cultural popular denominada de forró:
A primeira, quanto á palavra "forrobodó" (termo africano) foi conceituada pelo folclorista potiguar Luis da Câmara Cascudo, que significa: arrasta-pé, farra, confusão, desordem. Outros ainda tentaram decifrar este termo, mas sem concretude. Uma segunda teoria sobre a origem da palavra está associada à expressão da língua inglesa for all que quer dizer para todos. For All eram nomes colocados em placas nas portas dos bailes promovidos pelos ingleses no início do século XX. Estes eram engenheiros britânicos que vieram trabalhar na construção da ferrovia Great Westem em Pernambuco. Estes bailes eram abertos ao público. Como os nordestinos também participavam destes e não sabiam pronunciar a palavra original, então chamavam “forró”. A terceira versão substitui os ingleses pelos estadunidenses e Pernambuco pela Natal do período da Segunda Guerra Mundial, quando uma base militar dos Estados Unidos foi instalada nesta cidade. Boa indicação para que se tenha um maior conhecimento desta base americana é o filme: For All - o trampolim da vitória (1997), sob a direção de Luiz Carlos Lacerda e Buza Ferraz.

Na quarta versão apregoa-se que o termo forró já havia sido mencionado antes mesmo da segunda guerra mundial (1939-1945). Em 1937, cinco anos antes da instalação da referida base em Natal e Pernambuco, a palavra "forró" já se encontrava registrada na história musical da gravação fonográfica de “Forró na roça”, canção composta por Manuel Queirós e Xerém no referido ano. Xerém representava as origens caipiras através do traje, do chapéu de palha ou de couro. Cantava, dançava, fazia composições, desenhava, construía instrumentos musicais e gravou mais 40 discos 78 RPM. Nascido na cidade de Baturité – CE em 1911, Xerém fez shows em todo Brasil e faleceu no ano de 1982 aos 71 anos de idade na cidade do Rio de Janeiro.

Uma quinta e ultima versão talvez seja a designação mais coerente para o forró:
“O forró diferentemente dos diversos gêneros musicais brasileiros, tem data, hora e local do seu nascimento, assim como o nome dos pais, certo e sabido. O parto começou às quatro e meia de uma tarde de agosto de 1945, na Avenida Calógeras, no escritório do advogado Humberto Teixeira, no centro do Rio de janeiro, antiga Capital Federal. O trabalho de parto só findou lá para a meia noite, quando vieram ao mundo Asa Branca e Baião.” (ÂNGELO, 2006, p. 92).


É significativa esta explanação, para abrirmos um diálogo entre as várias vertentes e nos prender ao que de fato estar enraizado como forró até os dias atuais na figura do artista Luiz Gonzaga e do significado explicitado da música regionalizada (forró) àquela veiculada pelo folclorista Câmara Cascudo, forró como bagunça e desordem.



O forró coladinho, rala-bucho, rala-coxa; é xote, baião, xaxado, côco, marchas juninas... riqueza de gêneros da música nordestina.





Por FRANCISCO DAVID DE MORAIS FURTADO
Professor de geografia, personal dance, membro da ASPRODANÇA e da Associação Cearense do Forró.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

KBRA DA PESTE

Não tem como não admirar os meninos do Kbra da Peste no palco! Apesar da pouca idade, estes jovens sabem exatamente a que vieram.
Com a musicalidade no sangue, herdada do pai baterista e da mãe pianista, Matheus, Thiago, Roberto Júnior (Bebeto) e Jonathan fazem questão de mostrar em seu trabalho, a mais forte expressão cultural do nordeste: o forró.
O caminho musical destes grandes garotos vem de uma persistente história de amor com a música, que se iniciou quando seus pais lhe presentearam com uma sanfona, um zabumba e um triângulo.
A banda teve início como uma brincadeira, tocavam em reuniões familiares, até terem a primeira oportunidade de se apresentarem em público, na casa de shows “Lampião de Maria Bonita”. A partir dai resolveram encarar a banda com profissionalismo, tendo sempre em contrapartida o reconhecimento e aceitação do público, bem como dos profissionais ligados ao segmento.
Em 2006 a banda foi eleita revelação do ano pelo programa forrobodó. Em 2008 representaram o Ceará na mostra Brasil Nordeste (São Paulo) e na Festa do Peão de Boiadeiro (Barretos-SP).
Apesar de muito trabalho, nunca deixaram de estudar e os quatro são universitários.
Com sete anos de estrada, a principal característica do Kbra da Peste é fazer um som de qualidade, passeando por precursores da música nordestina, indo até nomes que fazem o forró hoje, incluindo em seus shows músicas autorais. A irreverência é uma das características marcantes da banda.
Através de muito trabalho e dedicação, a banda vem ganhando espaço no mercado. Estes meninos vão dar muito que falar.
E para me deixar mais encantada são torcedores do meu #Vozãodocoração #CearaSC

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Luizianne Lins e a oposição misógina, machista e androcentrica.
















Uma sociedade patriarcal é baseada no rebaixamento das mulheres e na necessidade de mostrá-las como inúteis e desnecessárias para o crescimento da sociedade.
Infelizmente o ódio e desprezo, a inferiorização e a descrença nas habilidades e virtudes, tem sido evidenciados nas manifestações de parlamentares da Assembléia Legislativa do Ceará e opositores da prefeita Luizianne Lins.
Essa mistura de misoginia, machismo e androcentrismo canalizadas de forma caluniosa e difamatória articulada pelos conservadores com todo preconceito sexista e ideológico tenta a qualquer custo interromper o projeto político do Partido dos Trabalhadores iniciado com a gestão Fortaleza Bela.
Os ataques intencionais e repetidos buscam desqualificar, desprezar e tornar invisível as ações da prefeita Luizianne Lins no intuito de rotulá-la negativamente.
Essa espécie de bullying explicitada por seus opositores tende a se agravar visto que no próximo ano o fortalezense irá decidir nas urnas se deseja a continuidade do ciclo representado pela prefeita Luizianne Lins (PT). Acontece inclusive na internet onde a violência virtual é expressa com mensagens, imagens e comentários depreciativos constituindo um cyberbullying.
Os mesmos que vociferam contra a gestão Fortaleza Bela não tem nenhum projeto alternativo de poder a não ser o inconformismo contra a gestão popular capitaneada pela maior expressão política do Partido dos Trabalhadores no Ceará.
É lamentável esse comportamento que tem como palco inclusive a Assembléia Legislativa do Ceará através de parlamentares do PSDB e opositores que se manifestam com piadas, pornografia, violência, desprezo e tentativa de subordinar a figura feminina, ferindo o decoro parlamentar e em nada contribuindo para a melhoria de vida do povo cearense.
O Partido dos Trabalhadores tem o diferencial na representação feminina e não é coincidência vermos as mulheres petistas que conquistam mandatos sofrerem perseguição de cunho sexista. Exemplos não faltam; Marta Suplicy (SP), Ana Júlia (PA) e outras.
A presidenta Dilma durante a campanha eleitoral experimentou toda virulência do baixo nível e torço muito para que o apoio do povo não deixe que essa prática abjeta volte a ser utilizada.
O PIG (Partido da Imprensa Golpista) também atua no Ceará através da TV Cidade, TV Jangadeiro e TV Verdes Mares que fazem oposição sistemática e irresponsável ferindo os preceitos constitucionais das concessões públicas.
Mas, Luizianne Lins é guerreira. Com trabalho e habilidade política conquistou a reeleição. Investiu na saúde, habitação, educação, cultura, esporte e políticas públicas para mulheres, juventude, LGBT, etc.
A sucessão de Luizianne está posta e com certeza o povo de Fortaleza vai optar por continuar com esse projeto político que privilegia aqueles que mais necessitam: O povo mais pobre de nossa cidade.
É por tudo isso que as mulheres do PT defendem com garra, alegria e coragem a maior representante e em resposta aos ataques covardes sempre entoam:
“Pisa ligeiro, pisa ligeiro, quem mexeu com a Luizianne mexeu com formigueiro”.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ANA CAROLINA & CHICO CÉSAR " MULHER EU SEI "


MULHER EU SEI
Chico César
Eu sei como pisar
No coração de uma mulher
Já fui mulher eu sei
Já fui mulher eu sei
Para pisar no coração de uma mulher
Basta calçar um coturno
Com os pés de anjo noturno
Para pisar no coração de uma mulher
Sapatilhas de arame
O balé belo infame
Para pisar no coração de uma mulher
Alpercatas de aço
O amoroso cangaço
Para pisar no coração de uma mulher
Pés descalços sem pele
Um passo que a revele

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Olinda Marques

Ontem foi dia de festa. O aniversário de uma pessoa muito linda, um ser humano belíssimo, a querida amiga, Olinda Marques.
Há mais de vinte anos tive o privilégio de conhecê-la, quando trabalhamos no Censo do IBGE. Desde essa época a imagem que prevalece é da simplicidade, mansidão, firmeza nos propósitos, leveza e compromisso.
A socióloga Olinda Maria Marques dos Santos, especialista em Planejamento Urbano pela Universidade Federal do Ceará (UFC), é hoje titular da Secretaria Executiva Regional III. Durante o primeiro mandato da prefeita Luizianne Lins, Olinda Marques esteve à frente da Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor).
A frente desses cargos, Olinda continua com a mesma simplicidade de outrora. Sem medo de entrevistas, seja gravada ou ao vivo, capaz de ouvir denúncias, críticas ou elogios, Olinda transita em áreas nobres ou favelas com a mesma desenvoltura.
No trato pessoal é afetiva, companheira e até um pouco infantil (precisam ver a cara de felicidade ao receber os presentes de aniversário). A pureza permanece nos fazendo lembrar a célebre frase de Che Guevara: “Tem que endurecer sem perder a ternura jamais”.

OLINDA já recebeu o prêmio de Melhores Práticas em Habitação, concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU) quando diretora da ONG Cearah Periferia. Presidente do Conselho Municipal de Habitação Popular de Fortaleza (Comhap), enquanto conselheira Nacional das Cidades, foi representante da Associação Brasileira de ONGs (ABONG). Facilitadora da Escola de Planejamento Urbano e Pesquisa Popular e ex-conselheira do Jornal O Povo, Olinda colaborou ativamente com o Fórum Nacional de Reforma Urbana e coordenou o Projeto Cidade de Todos, vinculado à Rede do Núcleo de Habitação e Meio Ambiente (Nuhab).
Sempre militante pelo direito igualitário à cidade, em defesa da plena participação popular na gestão municipal e estímulo à organização comunitária.

Os projetos aos quais esteve à frente como presidente da Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor), já garantiram moradia a milhares de pessoas, além da regularização fundiária com papéis da casa definitivos entregues, respeitando a titularidade feminina e, com isso, contribuindo com a igualdade de direitos.
Um exemplo a ser seguido, me sinto privilegiada em participar da comemoração de seu natalício.
Que Deus a abençoe sempre!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

PROJETO DA DEPUTADA LUIZA MAIA (PT-BA) PROIBE A CONTRATAÇÃO DE ARTISTAS QUE CANTAM MÚSICAS QUE DESVALORIZAM A MULHER.

A CF/88 diz, Art. 5º, que “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.
Portanto, a música não pode ser censurada vez que é atividade intelectual e artística e a liberdade de expressão deve ser garantida, bem como o gosto pessoal de cada um escutar, comprar ou consumir. Contudo o princípio da moralidade pública contempla a determinação jurídica da observância de preceitos éticos produzidos pela sociedade, variáveis segundo as circunstâncias de cada caso.

Gosto é gosto e não se discute. Mas, o poder público tem a obrigação de preocupar-se com a saúde da população e com a violência. Sabemos que a morbimortalidade da população jovem e adulta está potencialmente relacionada a causas externas como agressões, lesões, acidentes e violência doméstica, geralmente vinculada ao uso abusivo de álcool, drogas ilícitas e acesso a armas.
A naturalização da violência quer no espaço público ou doméstico faz com que comportamentos violentos nem sejam percebidos como tais.
São vários os exemplos na música brasileira em diversos estados e ritmos (axé, pagode, funk, tecnomusic, som do Ceará, etc) com inúmeras músicas que agridem as mulheres e fortalecem o machismo além de fazer apologia ao álcool e a poluição sonora:
"Olha, mulher é igual a lata, um chuta e outro cata, um chuta e outro cata... eu chutei, você catou". ”, “De Rapariga Eu Entendo”, “Lapada Na Rachada”, “Locadora de mulher”, “Maria Gasolina”, “Mulher Fuleira”, “bota ‘você tá’ no pau”, “as novinhas na posição da rã”, etc....

Músicas como estas são sucesso.Uma grande parte do povo brasileiro aprecia e curte, inclusive mulheres. As pessoas acabam ouvindo mesmo sem querer, pois a mídia exibe exageradamente e influencia toda a sociedade a banalizar a violência. Esses “hits” estimulam comportamentos inadequados, levam milhares de adolescentes e jovens a introjetarem a cultura do desrespeito ao meio ambiente, onde o melhor é o que faz mais barulho, o incentivo ao consumo de bebidas alcoólicas que na maioria das vezes está atrelado a direção perigosa e o sexismo com a completa desqualificação da mulher.

Compactuar com essa degradação cultural, contratando a peso de ouro essas atrações é uma vergonha. O que se gasta com ações educativas para prevenir gravidez na adolescência, alcoolismo, políticas para a juventude, para igualdade de gênero e respeito ao meio ambiente, são em um só evento postas abaixo.

Muito oportuno o projeto de autoria da deputada Luiza Maia (PT-BA). O texto diz que estarão vetados os artistas que “em suas músicas, danças ou coreografias desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres à situação de constrangimento”.
As pessoas têm o direito de fazer suas escolhas, contudo o que deve ser discutido é o uso de dinheiro público para patrociná-las. A Deputada não quer que ninguém deixe de ouvir o que gosta, nem quer impedir a liberdade de expressão, desde que utilizem recursos próprios. O que ela quer é que o governo deixe de usar nosso dinheiro para patrocinar o mau gosto e a falta de ética. Não é censura, pois a música pode tocar em qualquer lugar. O que o projeto de lei pretende é disciplinar o patrocínio público com algum critério tendo como parâmetro o apreço à dignidade da pessoa humana e os princípios da constituição cidadã.

Proibir que o dinheiro público seja usado para esse atraso cultural é uma atitute ousada. É uma tentativa de zelar pela moralidade administrativa por meio da utilização dos instrumentos existentes na ordem jurídica.
A função do deputado é justamente legislar e fiscalizar, não somente procurar combater a corrupção. Todo apoio ao projeto da deputada que traz equidade de gênero promovendo e respeitando as mulheres brasileiras batalhadoras, guerreiras e dignas. Que o projeto tramite com celeridade e que seja copiado por todas unidades da Federação.
PARABÉNS DEPUTADA LUIZA MAIA!

*Aproveito para parabenizar a prefeita Luizianne Lins porque em Fortaleza-CE, esse tipo de atração é vetado desde o início da gestão Fortaleza Bela.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

22 anos de saudade de Luiz Gonzaga

“...Senhora Rainha do Mundo Eu te suplico por piedade Olhai e amparai Esta terra da liberdadeNão deixeis que pague O justo pelo pecador Daí aos corações dos homens Paz e amor...”

O rei do baião foi homenageado pelo Projeto “Nossa Senhora das Dores, Rainha do Mundo Contempla conosco os 22 anos de Saudade de Luiz Gonzaga”.
David Morais e Frei Beto, juntamente com a Paróquia N.Sra. das Dores, ASPRODANÇA e ASSOCIAÇÃO CEARENSE DO FORRÓ, prepararam uma programação especial em homenagem ao Mestre Lua.O inicio foi no sábado, dia 30 de julho, às 14h, no KUKUKAYA, com um debate sobre música nordestina e suas origens.
No domingo, 31, aconteceu uma exposição de livros, fotografias, discos e imagens audiovisuais de Luiz Gonzaga, coordenada por Reginaldo Silva da Fundação Vovô Januário no salão da Igreja, às 20h, com palestra sobre vida e obra do eterno Rei do Baião.
Na terça, dia 02 de agosto, o pároco Frei Beto e demais convidados celebraram a missa com a presença de centenas de fiéis na Igreja Nossa Senhora das Dores.
Ítalo e Renno, foi pura emoção! Interpretaram “Súplica Cearense”, durante a liturgia preparada por Zé Vicente (Comunidades Eclesiais de Base). Músicas foram executadas pelos sanfoneiros e gonzagueanos presentes que entoaram hinos no ritmo do xote. “Asa Branca”, “Rainha do Mundo” (inspirada no ofício de N. Sra), “Obrigado João Paulo”e“Linforme instravagante” fizeram parte da lista.
Após a missa a Orquestra de Sanfonas do Ceará abriu o show que contou com a presença de inúmeros sanfoneiros e forrozeiros como Messias Holanda, Diassis Martins, Estrela do Norte entre tantos outros.
E assim com as bençãos de "Seu Luiz", que "lá de cima" observa ao lado de "Nosso Senhor", a cultura gonzagueana se perpetua. Em cada evento; shows, celebrações religiosas e culturais, debates acadêmicos e no dia a dia de nossa gente cearense, nordestina e brasileira, a obra de Luiz Gonzaga é lembrada. SAUDADES GONZAGÃO!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Felicidade - Marcelo Jeneci (Feito pra Acabar)

Felicidade
Marcelo Jeneci
Composição: Marcelo Jeneci/ Chico César
Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz.
Sem tirar o ar, sem se mexer, sem desejar como antes sempre quis.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
Lembrará os dias que você deixou passar sem ver a luz.
Se chorar, chorar é vão porque os dias vão pra nunca mais.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
Dançar na chuva quando a chuva vem.
Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
/Dançar na chuva quando a chuva vem./ (4X)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Lula é eleito personalidade do ano pela revista Vida Imobiliária



O conselho editorial da Revista Vida Imobiliária elegeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Rodobens Negócios Imobiliários, Eduardo Gorayeb, como Personalidade do Ano, na primeira edição da premiação.

Lula foi escolhido como Personalidade Pública, por sua contribuição ao extraordinário crescimento da indústria imobiliária e pela criação e condução do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Já Gorayeb, como Personalidade Empresarial, foi eleito em razão de a Rodobens Negócios Imobiliários ser uma das empresas que mais fez lançamentos no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida.

O jantar de premiação, marcado para o dia 25 de julho de 2011, segunda-feira, 19:00, será no Clube Atlético Monte Líbano, na capital paulista.

Sobre o Prêmio

Em sintonia com o atual momento do mercado imobiliário nacional, a revista Vida Imobiliária instituiu o Prêmio Personalidade Vida Imobiliária. O objetivo do prêmio, que tem duas categorias (Pública e Empresarial), é laurear aqueles que se destacaram pelos relevantes serviços ao setor imobiliário e à construção civil. Contando com um júri formado pelos membros do Conselho Editorial da Revista Vida Imobiliária, presidido pelo engenheiro Romeu Chap Chap, a votação indicou os dois vencedores.

Para mais informações:Assessoria do prêmio Vida Imobiliária Elenita Fogaça Comunicação

Fonte:José Chrispiniano

domingo, 24 de julho de 2011

Adriana Calcanhotto -- Mulher Sem Razão - Clipe


Mulher Sem Razão
Adriana Calcanhotto
Composição: Bebel Gilberto / Cazuza / Dé Palmeira
Saia desta vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou
Caia na realidade, fada
Olha bem na minha cara
Me confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio
Pára de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dê um pouco de atenção
Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não dá em nada
É uma festa na prisão
Nosso tempo é bom
E nem vemos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto
Ouve o teu coração
Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O Dr Real e a Insegurança Jurídica


Há dias conversando com um vereador do interior do Ceará ouvi a seguinte frase que me deixou intrigada: “Advogado bom é o Dr. Real”. Indaguei porque esta afirmação. Prontamente ele falou que “a moda” do momento é candidato derrotado que utiliza das mesmas práticas, pedir a cassação do eleito, ocasionando ações judiciais que geram um mercado promissor para os envolvidos no direito eleitoral. Ouvi insinuações de prevaricação, desvios éticos e morais de advogados e de pessoas que deveriam defender a lei que me deixaram envergonhada.
A aplicação da Lei da Ficha Limpa foi decepcionante. A princípio os corruptos do país seriam inelegíveis, porém houve uma mistura de “alhos” com “bugalhos”, onde gestores com atecnias foram nivelados aos corruptos useiros e vezeiros na arte de roubar dinheiro público.
A diferenciação na aplicação dessa lei nas diferentes unidades da federação e a rigidez com que a mesma foi aplicada no Ceará e a grande divergência da interpretação eleitoral deixou uma sensação de insegurança jurídica que persiste até hoje.
Anteriormente já havia o impedimento do troca-troca de partido que acabou virando samba do crioulo doido. Alguns mudaram de partido e perderam o mandato, outros fizeram o mesmo e não sofreram nenhuma sanção. Essa pluralidade na aplicação da lei tornou-a injusta e débil causando descrédito e frustrando os anseios da população.
Alguns foram prejudicados por constarem seus nomes na Ficha Suja e depois de perda significativa no processo eleitoral foram julgados inocentes. Outros, mesmo com todas as provas e condenações, julgados inelegíveis, foram anistiados e assumiram mandatos.
São comuns campanhas milionárias inclusive em municípios muito pequenos e pobres e é intrigante ver candidatos que gastaram muito e foram derrotados se armar de pequenos fatos para na justiça derrubar o vencedor. Está em curso a indústria de cassação de mandatos e é aí que entra o tal Dr. $Real. Hoje a classe política através do Legislativo e Executivo está muito desacreditada e infelizmente o Poder Judiciário e órgãos fiscalizadores não tem conduta diferenciada, haja visto os fatos referentes aos mesmos nestes últimos anos. Práticas condenáveis que se perpetuam como financiamento ilegal de campanhas e flexibilidade nas normas e regras eleitorais geram muita insegurança jurídica.
É urgente, o Brasil necessita de Reforma Política.

Lula recebe três títulos de Doutor Honoris Causa em Pernambuco

Três universidades pernambucanas outorgaram títulos de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (22). As deferências foram feitas pela Universidade de Pernambuco (UPE), pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
Durante a cerimônia, que ocorreu no teatro Santa Isabel, em Recife, Lula se revelou emocionado. “Vocês não podem imaginar o que ele significa para um pernambucano retirante como eu, que não teve as oportunidades escolares que todo jovem deveria ter, mas que sempre acreditou no potencial libertador da educação”, disse.
O título de Doutor Honoris Causa é concedido por universidades a pessoas eminentes, que não necessariamente sejam portadoras de diploma universitário, mas que tenham se destacado em determinada área por sua boa reputação, virtude, mérito ou ações de serviço que transcendam famílias, pessoas ou instituições.
Com os três títulos recebidos nesta sexta-feira, Lula completa cinco Honoris Causa. O primeiro foi outorgado em janeiro pela Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. Em março, mais um diploma foi concedido pela Universidade de Coimbra, em Portugal.
Reconhecimento
No documento que justifica a concessão do título, a UFPE destaca: “Com sua travessia política persistente e com o olhar voltado para o coletivo, Lula protagoniza uma ação instituinte na construção de alternativas para o nosso País, na reformulação de projetos, na comunicação dos saberes, dialogando com as experiências da vida, ressignificando a própria história nacional.”
Em nota divulgada pela UFRPE, o reitor Valmar Corrêa de Andrade diz que o título outorgado reconhece “o valor deste mérito ao cidadão pernambucano que, com hombridade e competência soube reconstruir com honradez um novo Brasil.”
Na UPE, a decisão de homenagear Lula foi aprovada por unanimidade no Conselho de Gestão Acadêmico e Administrativo do campus da instituição em Garanhuns.
Fonte: Instituto Cidadania

sábado, 16 de julho de 2011

Saúde do Homem

Dia do Homem – 15 de julho

Estudos comparativos, entre homens e mulheres, têm comprovado que homens são mais vulneráveis às doenças, sobretudo às enfermidades graves e crônicas, e que morrem mais precocemente que as mulheres. Segundo o Ministério da Saúde, a cada três mortes de pessoas adultas (20 a 59 anos), duas são de homens. Eles vivem, em média, sete anos menos do que as mulheres e têm maior incidência de doenças do coração, câncer, diabetes, colesterol e pressão arterial mais elevada.

Masculino e feminino são modelos culturais de gênero que convivem no imaginário dos homens e das mulheres. Os homens não buscam como as mulheres, os serviços de saúde contribuindo para o aumento da incidência de doenças e de mortalidade. A resistência masculina a aderir aos tratamentos crônicos e de longa duração e a necessidade de mudanças comportamentais é fato.
Os estereótipos de gênero, baseados em crenças e valores do que é ser masculino, considera a doença um sinal de fragilidade e o homem julga-se invulnerável o que acaba por contribuir para que ele cuide menos de si mesmo e se exponha mais as situações de violência e risco para a saúde, cultivando o pensamento mágico que rejeita a possibilidade de adoecer.
A posição de provedor e a preocupação com a atividade laboral constituem em muitos casos barreira importante. Em nossa sociedade o “cuidado” é papel considerado como sendo feminino e as mulheres são educadas, desde muito cedo, para desempenhar e se responsabilizar por este papel.

O homem é mais vulnerável à violência, seja como autor, seja como vítima. A agressividade está associada ao sexo masculino e, em grande parte vinculada ao uso abusivo de álcool, de drogas e ao acesso as armas de fogo. Sob o ponto de vista sociocultural, a violência é uma forma social de poder que fragiliza a própria pessoa que a pratica. A banalização seja no âmbito público ou doméstico faz com que comportamentos violentos nem sejam percebidos como tais, quer se trate de violência entre homens, ou contra mulheres.

Acidentes, agressões, lesões, suicídios, bem como uso de drogas, alcoolismo e tabagismo, são situações comuns aos homens predispondo-os aos agravos à saúde. Tumores ou cânceres oriundos dos aparelhos digestivo, respiratório e urinário também são frequentes. O câncer da próstata geralmente apresenta evolução muito lenta, de modo que a mortalidade poderá ser evitada quando o processo é diagnosticado e tratado precocemente. Na maioria das vezes, os homens recorrem aos serviços de saúde apenas quando a doença está mais avançada, gerando maior custo e, sobretudo, sofrimento físico e emocional do paciente e de sua família.
Na velhice, os homens são confrontados com a própria vulnerabilidade quando procuram ajuda médica diante de quadros irreversíveis de adoecimento por não terem se prevenido ou tratado precocemente as enfermidades.

Um novo padrão comportamental focado no bem-estar e melhoria da qualidade de vida dos homens com prevenção e tratamento dos agravos e das enfermidades se faz premente. Planejamento reprodutivo masculino, inclusive assistência à infertilidade, enfocando a paternidade não somente como uma obrigação legal, mas, sobretudo um direito do homem de participar de todo o processo. Incentivar uso do preservativo com dupla proteção (gravidez inoportuna e DST/AIDS), maior atenção às disfunções sexuais masculinas e controle das doenças sexualmente transmissíveis são atitudes a serem estimuladas.

O direito a procedimentos urológicos, planejamento familiar, vasectomia, exames periódicos, vacinas e demais práticas preventivas são tão importantes quanto alimentação saudável e prática de atividade física e deve ser perseguido.

Mobilizar a população masculina brasileira para garantir seu direito social à saúde é um desafio.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Il Divo - Adagio

Composição: Tomaso Albinoni / Remo Giazotto

Lula terá atividades divulgadas em site do Instituto cidadania

INSTITUTO CIDADANIA LANÇA SITE PARA ACOMPANHAMENTO DAS ATIVIDADES DO EX-PRESIDENTE LULA

O Instituto Cidadania lançou nesta sexta-feira (15) um site para divulgar as atividades e projetos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Disponível no endereço www.icidadania.org, o site entra no ar com mais de 50 notícias, além de vídeos, fotos e discursos na íntegra. Sediado em São Paulo, o Instituto Cidadania foi onde Lula debateu e elaborou com toda a sociedade propostas de políticas públicas antes de ser eleito presidente em 2002. Hoje, ao sair da presidência, é o espaço onde está sendo criado o Instituto Lula, voltado para causas políticas e sociais no Brasil, África e América Latina.
“O Brasil vive um momento de ouro, continua vivendo um momento extraordinário, e eu espero poder conversar com vocês daqui para frente neste pequeno espaço.”, afirma Lula no vídeo.

Veja, abaixo, uma mensagem do ex-presidente para dar boas-vindas aos internautas:

http://www.icidadania.org/2011/07/lula-da-boas-vindas-aos-internautas/

Assim como o momento atual do instituto, o site é apenas o começo de novas iniciativas políticas e de comunicação.
“[Vamos] tentar trabalhar a questão da integração, tentar trabalhar as experiências de políticas sociais bem-sucedidas. Não que a gente vá querer ensinar aos outros o que eles têm que fazer, porque isso não deu certo em lugar nenhum do mundo. O que queremos é mostrar como fizemos as coisas no Brasil e, quem sabe, adequando à realidade deles, com a vontade cultural deles, com a vontade política deles, isso possa ser aplicado em outros países”, diz o ex-presidente.

Todas as informações divulgadas no site Instituto Cidadania são licenciadas sob Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil, que permite a reprodução do conteúdo desde que seja citada a fonte. São exceções a essa licença apenas as informações reproduzidas de outras fontes.

Acesse o site do Instituto Cidadania:
http://www.icidadania.org

Assista ao vídeo em que Lula comenta o lançamento do site:
http://www.icidadania.org/2011/07/lula-da-boas-vindas-aos-internautas/
Saiba mais sobre o instituto:
http://www.icidadania.org/historia/

José Chrispiniano
Assessoria de Imprensa

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Italo e Renno - 30 Cearenses mais influentes 2011


A dupla de sanfoneiros cearenses, Italo e Renno, foi homenageada com o troféu "OS 30 CEARENSES MAIS INFLUENTES", oferecido pela OMNI EDITORA e Revista Fale!.

Italo e Renno entre as 30 personalidades cearenses mais influentes de 2011

A dupla de sanfoneiros cearenses, Italo e Renno, foi homenageada com o troféu “OS 30 CEARENSES MAIS INFLUENTES", oferecido pela OMNI EDITORA e Revista Fale!. A lista foi formada com base em critérios de influência e votação online. Os homenageados foram divididos em seis categorias. Italo e Renno receberam o prêmio na categoria Artistas e Intelectuais, ao lado do mestre e amigo Raimundo Fagner. A lista foi composta por outros nomes de peso, como o Governador Cid Ferreira Gomes, a prefeita de Fortaleza Luizianne Lins, o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Acrisio Sena, Maria da Penha e muitos outros cearenses de tamanha influência e importância.
Confira a lista completa dos 30 cearenses mais influentes no site da Revista Fale!

"Dedicamos este prêmio a todos os profissionais de música do Ceará, que com talento e respeito, utilizam sua arte a serviço do povo". (Ítalo)
“Agradecemos de coração a todo o povo cearense pelo apoio e estímulo incondicionais à nossa música". (Renno)

Depois de uma turnê de São João por todo o nordeste e um prêmio desse porte, a dupla Italo e Renno continua com a agenda cheia e com projetos futuros que levarão a música cearense cada vez mais longe!

Agradecemos o carinho de todos.
Abraços musicais,
Alfredo Netto

ITALO e RENNO
Terra da Luz Produções
(85) 9979.9009

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terça-feira, 12 de julho de 2011

NEY MATOGROSSO - Balada do Louco



Dizem que sou louco por pensar assim Se eu sou muito louco por eu ser feliz Mas louco é quem me diz E não é feliz, não é feliz...

domingo, 10 de julho de 2011

ASSOCIAÇÃO CEARENSE DO FORRÓ

A Associação Cearense do Forró é uma contribuição para a cultura cearense, dos forrozeiros, músicos e produtores que estão nesse nicho do forró tradicional e popular. Um fórum criado em novembro de 2009, pelos forrozeiros para apreciação conjunta de propostas, projetos e ações públicas referentes à divulgação e fortalecimento do forró no Ceará e surgiu no cenário cultural do Estado para demarcar um importante território: criar, fomentar e produzir eventos ligados e direcionados ao forró, articulando, através de pesquisas, estudos, projetos culturais, sociais e educacionais, ações que contribuam com a valorização do forró no Ceará.
No Dia 13 de dezembro de 2009, na Praia de Iracema, comemoramos o Dia Nacional do Forró com os companheiros da Associação homenageando com um show, o imortal mestre Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, na data de seu nascimento. Esta data comemorativa foi originada por um projeto de lei da deputada Luiza Erundina e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
ADELSON VIANA e NETINHO DO CEARÁ, famosos acordeonistas, CACIMBA DE ALUÁ com o violonista MANASSÉS, KBRAS DA PESTE, TOM CANHOTO, DIASSIS MARTINS, MESSIAS HOLANDA contagiando com o”o pé de côco) e OS MANEIROS participando da festa no ritmo envolvente do forró autêntico.
Eu (Alexandrina), Bob Araújo, Neo Pineo e Walter Medeiros, presidente da Associação, nos bastidores, participando da festa.
Em 24 de junho de 2010 foi um dia histórico, festa de lançamento da Associação Cearense do Forró, uma espécie de ‘sanfonia’, abraçando a Praça do Ferreira, no centro de Fortaleza. Um encontro de várias gerações: FELIPE, o menino sanfoneiro, o veterano ZÉ DE MANU e ESTRELA DO NORTE, músicos como ADELSON VIANA, ÍTALO E RENNO, NETINHO DO CEARÁ, além de MESSIAS HOLANDA, lendário forrozeiro, presidente de honra da Associação. Esse encontro caracterizou a Associação como símbolo da polifonia de vozes, diversidade de timbres, estilos e formações musicais.
Sanfoneiros exímios, intérpretes, difundindo o estilo de Luiz Gonzaga... Foram muitas entrevistas, sempre valorizando o forró, gênero autenticamente nordestino.
Em setembro de 2010, a deputada Rachel Marques, juntamente com a Associação Cearense do Forró, homenageou um filho ilustre do sertão nordestino, ícone da Música Popular Brasileira: o cantor e compositor Luiz Gonzaga, pelos 21 Anos de Saudade e sua relação com o Ceará.
Na mesa, o presidente da Associação Cearense do Forró, Walter Medeiros.
A dupla Ítalo e Renno abriu a Sessão executando o Hino Nacional e Adelson Viana, coordenou a execução das músicas "Baião" de Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira e "Asa Branca" de Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira por um grupo de sanfoneiros e ao final da sessão tocou e cantou o hino do Ceará.
Foram homenageados: REGINALDO SILVA, WALDONYS, DILSON PINHEIRO, PADRE GOTARDO (representado por Eurídes) e ZÉ DE MANÚ.
A música "Tem Pouca Diferença" de Jackson do Pandeiro, gravada por Gonzagão e Gal Costa, foi executada por Vanin do Acordeon e Nicinha do Acordeon.
Foi uma honra para a Associação Cearense do Forró e para a deputada Rachel Marques, homenagear um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos, considerado uma instituição da música popular brasileira, que gravou 56 discos e compôs mais de 500 canções, “o rei do baião”, “o mestre Lua”, filho de Januário, pai de Gonzaguinha, ou simplesmente, Luiz Gonzaga.
Essa sessão solene com participação da Associação Cearense do Forró com seus sanfoneiros exímios, intérpretes, produtores e divulgadores do estilo de Luiz Gonzaga, foi mais uma de tantas ações que pautam o cotidiano desta entidade com entrevistas e eventos sempre valorizando o forró, gênero autenticamente nordestino.

BEL LIMA E ADELSON VIANA E SUAS SANFONAS



Linda homenagem a Luiz Gonzaga. Adelson Viana prestigiando o show "Bel Lima 10 anos canta Luiz" no Encanta Nordeste.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Breve história do forró

Por Walmyr Castro

“É certo que o ritmo nasceu no Nordeste e foi apresentado ao sul do país por Luiz Gonzaga nos anos 40. Mas quando, onde e como ele apareceu lá no sertão ainda é, de certo modo, um mistério que vem dividindo muitos estudiosos e músicos.”

A versão dada pelo historiador e pesquisador da cultura popular Luís da Câmara Cascudo diz que a origem da palavra é o termo “forrobodó”. E esta tem algumas origens possíveis: farrobodó, farrundum e o termo oriundo do galego forbodo pelo francês fauxbourdon (falso bordão) entre outras. Os bailes eram chamados de “forrobodó” e com o tempo, por ser mais fácil pronunciar, simplesmente “forró”.
Outra versão viria do termo for all (para todos), afixados na entrada do baile de inauguração (ao som da zabumba e sanfona) da primeira estrada de ferro construída em Pernambuco pela companhia inglesa Great Western. Não há nenhuma sustentação para tal etimologia do termo, pois em 1937, cinco anos antes da instalação dos ingleses, a palavra “forró” já se encontrava registrada na história musical através da gravação fonográfica de “Forró na roça”.
A canção foi composta por Xerêm e Manoel Queiroz, gravada em 02 de julho de 1937 por Dão Xerém, Tapuya e sua Tribu na “Victor 34.222-b” (posteriormente RCA-Victor e BMG) e lançada no suplemento de outubro do mesmo ano. Este foi o primeiro disco a constar uma música instrumental com sonoplastia com ruídos diversos, algumas falas ao fundo e no título a palavra “forró”. Irmãos cearenses de Baturité, Xerém ou Dão Xerém chamava-se Pedro de Alcântara e Tapuia era Nadir Alcântara, “Sua Tribo” se apresentava com violão, cavaquinho, gaita de boca, cuíca, pandeiro e côro.
A EVOLUÇÃO DO SIGNIFICADO
Não é de agora a preocupação com a manipulação da mídia em relação ao forró.
No ano de 1974, Jackson do Pandeiro denunciava, em LP editado pela “Abril Cultural”, a situação de seu trabalho ao comentar: Mesmo com a perseguição da música estrangeira eu aguentei a barra durante doze (12) anos, eu e Luiz Gonzaga. Nunca parei de fazer gravações mesmo com a perseguição do iê iê iê. Comenta-se que o surgimento do iê iê iê causou a necessidade de apressar o “Baião” gerando o “Forró”.
Quando Jackson do Pandeiro lançou o disco “Isso é que é forró” (a palavra forró refere-se à festa), o repórter José Ramos Tinhorão comentou: Jackson do Pandeiro está oferecendo uma demonstração de força e atualidade que deve dar o que pensar aos que se entregam tão depressa, sem luta, às imposições da máquina responsável pelas modas musicais destinadas a um público manipulado. Hoje nós passamos pelas mesmas dificuldades. O que tem se apresentado atualmente na mídia está muito distante do verdadeiro forró. Alguns temas distorcem o significado do forró e nos levam a uma reflexão:Comportamentos destituídos de valores éticos e morais que causam um enorme prejuízo à cultura musical nordestina e à sociedade: Apologia ao alcoolismo, Misoginia moral, machismo e dominação sexual.
No “Domingão do Faustão” da Rede Globo no concurso “Dança dos Famosos” cujo ritmo seria o forró, apresentaram-se “xotes metalizados” com letras de MPB sem identificação alguma com o forró, vanerão, xote reggae, etc. E o forró? Onde está o ritmo forró? O ritmo é a pulsação da música. Atualmente o forró está passando por grandes transformações em relação a sua originalidade com o surgimento de propostas musicais divergentes, influências rítmicas não nordestinas e novos grupos amplamente explorados na mídia que distorcem o real significado do forró.
O ritmo é a pulsação da música. O que estão chamando de “forró pé de serra” ou “forró universitário” é “xote”. O que chamam de “forró eletrônico” é vanerão. Posso até dizer que o forró do gaúcho é o vanerão, mas nunca posso afirmar que vanerão é forró. É preciso discernir ritmo de gênero musical para que o povo entenda o valor cultural ao invés de aceitar a manipulação dos interessados apenas em dinheiro.
A preocupação é que essa música travestida de forró caracterizada pela metaleira sem ênfase à sanfona e pela descaracterização do ritmo e da dança passe a servir de referencial para as nossas manifestações culturais. O forró é o alicerce de várias delas no nordeste do Brasil e em particular no Cariri, tais como: grupos de pau de fita, reisado de congos, côco, manero pau, bandas cabaçais, xaxado, lampinha, penitentes, excelência e outros.
As primeiras festas de Luiz Gonzaga, maior divulgador do forró em todos os tempos, foram na feira do Crato junto com Januário na década de 20. O Crato é conhecida como Capital da Cultura, Princesa do Cariri e Oasis do sertão. Sem esquecer que é a terra onde nasceu Padre Cícero. A palavra é de Xerêm, o ritmo é de Gonzaga e o bem cultural (Patrimônio intelectual e imaterial) é do povo brasileiro.

walmyrcastro@hotmail.com Fones: (85) 8615.6000 – (85) 9911.3733

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Bolsa Família

Durante todo o mês de junho acompanhei as condicionalidades de saúde dos beneficiários do Bolsa Família na área de adscrição do NASF 32 (Núcleo de Apoio a Saúde da Família). Atendi 200 famílias e foram momentos muito ricos onde pude comprovar a grandeza desse programa de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza.
O Programa tem como objetivo assegurar o direito humano à alimentação adequada, promovendo a segurança alimentar e nutricional e contribuindo para a conquista da cidadania pela população mais vulnerável à fome.
Possui três eixos principais: transferência de renda, condicionalidades e programas complementares. A transferência de renda promove o alívio imediato da pobreza. As condicionalidades reforçam o acesso a direitos sociais básicos nas áreas de educação, saúde e assistência social. Já os programas complementares objetivam o desenvolvimento das famílias, de modo que os beneficiários consigam superar a situação de vulnerabilidade.
As Condicionalidades são os compromissos assumidos tanto pelas famílias beneficiárias do Bolsa Família quanto pelo poder público para ampliar o acesso dessas famílias a seus direitos sociais básicos. Por um lado, as famílias devem assumir e cumprir esses compromissos para continuar recebendo o benefício. Por outro, as condicionalidades responsabilizam o poder público pela oferta dos serviços públicos de saúde, educação e assistência social.
Na área de saúde, as famílias beneficiárias assumem o compromisso de acompanhar o cartão de vacinação e o crescimento e desenvolvimento das crianças menores de 7 anos. As mulheres na faixa de 14 a 44 anos também devem fazer o acompanhamento e, se gestantes ou nutrizes (lactantes), devem realizar o pré-natal e o acompanhamento da sua saúde e do bebê.
Na educação, todas as crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos devem estar devidamente matriculados e com frequência escolar mensal mínima de 85% da carga horária. Já os estudantes entre 16 e 17 anos devem ter frequência de, no mínimo, 75%.
Na área de assistência social, crianças e adolescentes com até 15 anos em risco ou retiradas do trabalho infantil pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), devem participar dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Peti e obter frequência mínima de 85% da carga horária mensal.
O poder público deve fazer o acompanhamento gerencial para identificar os motivos do não cumprimento das condicionalidades. A partir daí, são implementadas ações de acompanhamento das famílias em descumprimento, consideradas em situação de maior vulnerabilidade social.
A família que encontra dificuldades em cumprir as condicionalidades deve, além de buscar orientações com o gestor municipal do Bolsa Família, procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), o Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas) ou a equipe de assistência social do município. O objetivo é auxiliar a família a superar as dificuldades enfrentadas.
Esgotadas as chances de reverter o descumprimento das condicionalidades, a família pode ter o benefício do Bolsa Família bloqueado, suspenso ou até mesmo cancelado.
Acompanhar essas famílias foi muito prazeroso. O atendimento proporcionou abordar diversos olhares além da Imunização e do estado nutricional. Informações sobre direitos da mulher (prevenção, planejamento familiar, laqueadura, informações sobre DST/AIDS, etc), bem como sobre direitos sociais.
Tive o privilégio de comprovar a grandiosidade desse programa e seus benefícios e mais uma vez reverenciar o eterno presidente LULA pela coragem de priorizar o BOLSA FAMÍLIA como política de desenvolvimento bem como da presidenta DILMA que ao assumir o governo reajustou os valores dos benefícios.